Visitar uma nova cidade sem o seu smartphone, quem se atreve?

Visitar uma nova cidade sem o seu smartphone, quem se atreve?

É difícil imaginar, mas os smartphones estão em nossas vidas há muito pouco tempo. O iPhone foi lançado há menos de 12 anos, dá para acreditar? E a adesão de smartphones, especialmente nao Brasil, não foi imediata. Em 2012, sete anos atrás, apenas 6% dos brasileiros tinham um.

A vida antes dos nossos queridos iPhones e Androids era muito diferente e, claro, as viagens também eram. Estar sempre conectado era algo inimaginável e se você estivesse namorando um hostel, o único jeito de fazer a sua reserva era pelo telefone ou em alguns casos, por SMS. Nossa maneira de nos relacionarmos com o destino em que estávamos também era diferente: sem o Google Maps, sem o TripAdvisor, sem o Instagram, sem o Whatsapp, sem a Wikipedia.

Apesar de ser muito útil, também sabemos o quanto os smartphones podem ser incovenientes em viagens por conta dos nossos hábitos: ver o mundo através da telinha da câmera ao invés de apenas apreciar a vista real, procurar por lugares online ao invés de perguntar por recomendações locais, compartilhar tudo que se está vivendo instantâneamente ao invés de estar presente. O resultado disso são viagens em que perdemos contato direto com o local e seu povo, em que estamos menos conscientes do nosso entorno e, portanto, perdemos oportunidades de sermos surpreendidos. E nunca abandonamos aquela zona de conforto que dissemos que íamos deixar para trás.

Pensando nisso te propomos um desafio: um dos dias da sua viagem, deixe o smartphone no cofre do hostel. Se só de ler isso você já fica ansioso, talvez seja porque você precisa ainda mais desapegar. Diga aos seus contatos que você estará off-line (se estiver preocupado com o fato de eles se preocuparem (!!!) porque você não atende imediatamente) e siga nossas dicas abaixo.

Use um mapa

Sylwia Bartyzel no Unsplash

O primeiro sentimento de insegurança que bate logo ao sair do hostel é o medo de se perder. Estamos tão acostumados a saber que o Google Maps está no nosso bolso para poder saber a qualquer momento o lugar exato em que estamos que não nos lembramos mais como nos mover de maneira instintiva. Não estamos dizendo pra você sair por aí e se perder literalmente (embora seja interessante tentar um dia). A dica aqui é: use um mapa de papel!

É muito provável que o seu hostel tenha mapas gratuitos; se não, você sempre pode conseguir um no guichê de informações turísticas da cidade. “E como eu chego lá?” Você se pergunta. Oras, faça a sua pesquisa no dia anterior ou, mais divertido, desenhe um mapa de como chegar lá desde o hostel e já comece o dia sem celular.

Imediatamente você notará uma das coisas que você não faz normalmente quando tem acesso a um GPS: decidir por si só qual é a melhor maneira de ir de um ponto a outro, além de olhar muito mais para os nomes das ruas e, claro, prestar mais atenção onde você está. Se perdeu e não consegue se achar no mapa? Faça o que sempre foi feito: pergunte.

Leve uma câmera

rawpixel.com no Pexels

Acha seu dia desconectado vai ficar sem registros? Embora não seja tão ruim quanto parece, nós propomos algo menos drástico. Há várias opções para que sua viagem seja registrada em fotos.

Uma delas é usar seu smartphone, mas apenas como uma câmera. E não coloque apenas em modo avião: deixe o cartão SIM no hostel, a tentação de se conectar vai ser muito forte.

Mas melhor ainda é levar uma câmera: se você costuma viajar com uma, ótimo. Se você tem, mas nunca leva com você, coloque na sua mochila. E, se você não tiver uma, existe outra opção: comprar um descartável. Embora sejam algo do passado, ainda é fácil encontrá-los em lojas fotográficas ou turísticas e elas tornarão suas fotos do dia mais especiais: você não poderá vê-las até que as revele e suas fotos não precisarão de um filtro retrô. Elas já vão vir assim!

Ter um guia de viagem à mão

rawpixel.com no Pexels

Próximo desafio: “Como saber se estou passando pelos lugares que não posso perder?” Mais uma vez, você tem opções diferentes. O clássico é o guia de viagens de toda a vida. O lado ruim é o peso e muitas vezes não há muitas informações sobre os lugares. Mas você também vai ver que no hostel e no balcão de informações turísticas tem um monte de folhetos, muitas vezes super completos. Pegue os que lhe interessam. A melhor coisa, no entanto, é escolher alguém para lhe dizer onde você está e responder a todas as suas perguntas e dúvidas. Isto é, uma visita guiada! De passeios gratuitos gerais a passeios específicos e temáticos, incluindo visitas guiadas a monumentos e museus, você só precisa fazer uma pequena pesquisa preliminar e estar no lugar certo na hora certa. Você também notará que, sem o celular sempre a mão na sua mochila, você estará mais atento e aprenderá muito mais.

Finalmente, você também pode andar sem rumo, observar e desfrutar sem estar o tempo todo precisando saber se você está vendo algo importante ou não. Você descobrirá que o as ruas também são cheias de mapas e placas informativas.

Bloco de notas e caneta

hitesh choudhary no Pexels

Não precisa ser um caderno grande e pesado: pode ser um pequeno bloquinho de anotações, que não ocupa nem pesa muito. Mas este ítem é, na minha opinião, essencial por duas razões. Um, para anotar informações precisas que você precisará como direções, instruções de transporte público e até mesmo para desenhar mapas de alguma rota que você terá que fazer.

A segunda razão é ter um lugar para anotar qualquer coisa que surja na viagem e que você vai precisar (ou apenas querer lembrar): um restaurante recomendado pela pessoa que o atendeu no guichê de turismo, informações curiosas que você descobre em um museu, reflexões inspiradas por um momento de descanso em uma praça enquanto assiste as pessoas passarem … qualquer coisa! Talvez você volte para o hostel sem ter anotado nada, mas é muito melhor do que querer escrever algo e não ter onde.

Fale com as pessoas

Helena Lopes no Pexels
A melhor coisa de não ter um smarphone no bolso que responda a todas as suas perguntas é que você vai se ver “forçado” a recuperar uma das melhores coisas que acontecem com a gente em viagens: contato com a população local onde você está. Seja para aqueles momentos em que você está um pouco perdido, para pedir uma recomendação ou descobrir como é a vida naquela parte do mundo, as conversas com os habitantes locais são geralmente a melhor parte de uma viagem. Não se sinta envergonhado: se você é respeitoso e demonstra interesse, muitas pessoas estarão dispostas a ajudá-lo ou apenas conversar com você por um tempo. Talvez até faça amigos!

Olhe ao redor e aproveite

Monica Silvestre no Pexels
A melhor parte de quando você não viaja com uma pequena tela que exige sua atenção a cada dois minutos: você vai perceber mais sobre o seu entorno, apreciar detalhes que antes passavam despercebidos e, uma vez superado o momento inicial de nervosismo de estar sem celular , você se sentirá mais relaxado e poderá aproveitar mais da viagem. E esse não é sempre o nosso objetivo quando viajamos?

📚 Sobre a autora 📚

Ana Bulnes

Jornalista freelancer. Eu escrevo sobre cultura, linguagem, tecnologia e viagens. Minhas coisas favoritas são ir à shows, ler e acordar em um país estrangeiro. Você pode me encontrar no meu  blogInstagramFacebook ou Twitter.

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Sobre o Autor

Carol Guido

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