Oito coisas que você nunca fez na vida – e vai fazer no México

Oito coisas que você nunca fez na vida – e vai fazer no México

Além de uma gastronomia única, drinks deliciosos e praias de água esmeralda, o México proporciona experiências únicas aos viajantes. Lá você pode aprender a fazer mezcal, a surfar e apreciar petiscos inusitados, pode nadar em um cenote ou com tubarões gigantes. Está buscando uma viagem surpreendente? O México é o seu lugar!

Nadar com tubarões de doze metros – e sair vivo

Os tubarões-baleia são os maiores peixes do mundo e a incrível experiência de nadar com esses gigantes pode ser feita no México, já que a espécie visita as águas do Golfo da Califórnia e da Riviera Maia de maio a setembro, com o intuito de se alimentar e reproduzir.

Apesar da aparência assustadora (eles pesam em média dez toneladas e a boca mede um metro e meio) os tubarões-baleia não comem nada maior que pequenos peixes e plâncton. São super dóceis e nos passeios, que saem de cidades como Holbox e Isla Mujeres, é possível nadar bem próximos a esses enormes peixes. Só não vale se empolgar e querer passar a mão no bicho, pois além de perigoso, estressa o animal.

Passear em um “barco alegórico” saboreando uma michelada

Xochimilco, um bairro da Cidade do México, é conhecido como a “veneza mexicana” por seus canais, que existem desde a época dos astecas e hoje são Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO.

Porém, ao contrário das românticas gôndolas, o passeio de trajineras (como são chamados os barcos de madeira típicos dessa região) é muito mais colorido, enfeitado, animado e – por que não? – etílico. Os barcos são verdadeiros carros alegóricos flutuantes e levam nomes como Maria Lupita, Paola, Alejandra Cristina, que fazem a gente se sentir num set de novela mexicana.

O comércio informal é a regra do lugar e há um monte de trajineras vendendo lanches, refrigerantes, micheladas e margaritas aos visitantes. Há até barcos levando mariachis, que por algumas dezenas de pesos fazem um breve acompanhamento musical do passeio, cantando e tocando clássicos como Besame Mucho.

Se você não gosta de party hard, evite local às sextas e sábados de noite, quando os barcos são alugados por grupos de jovens que passam a madrugada toda rio acima e abaixo, cantando, bebendo e ocasionalmente desequilibrando e caindo na água. Aos domingos Xochimilco é muito procurado pelas famílias locais (fica meio cheio) e durante a semana tem pouco movimento, em geral de turistas.

Aprender a fazer mezcal, o destilado mais tradicional do México

O mezcal é uma versão mais rústica da tequila e ao contrário desta, que é produzida em escala industrial, é misturada com corantes e outros tipos de álcool, o mezcal geralmente é feito em de modo artesanal em pequenas destilarias familiares, chamadas palenques.

O estado de Oaxaca é responsável por 90% da produção nacional dessa bebida e fazendo parte de algum workshop promovido pelas famílias é possível não só conhecer como fazer parte do processo de fabricação da bebida. Dependendo da época do ano, o visitante pode aprender a escolher e cortar os cactos, a assá-los em um poço subterrâneo, participar do processo de fermentação (em tanques abertos) e ou da destilação.

No final, é hora de degustar o produto. Ao contrário da tequila, que é tomada em um gole apenas, o mezcal deve ser tomado devagar, ou “a besitos”, como se diz no México. Vá com calma na degustação, pois a graduação alcoólica do mezcal pode chegar a 55%.

Comer insetos fritos de tira-gosto

Por falar nisso, não se surpreenda se uma das opções de petisco para acompanhar uma cervejinha ou um mezcal nos bares seja… gafanhotos. Chamados de chapulines (inclusive daí que vem o nome do “super-herói” daquele programa que passava no SBT, o Chapolim Colorado), são típicos da culinária da região central do país (em estados como Oaxaca, Puebla e Guerrero). Mas na Cidade do México também é possível encontrá-los nas feiras, onde são vendidos fritos e temperados com sal e chilli.

Os chapulines e outros insetos são servidos como tira-gosto (como a gente comeria pipoca ou amendoim japonês, por exemplo) ou usados para dar aquela finalização crocante em cima de tacos e quesadillas (saca a batata palha no cachorro-quente? É o mesmo princípio).

Passar o dia de finados em uma festa de rua

O Día de los Muertos é a festa tradicional mais representativa da cultura mexicana.  A crença por trás da festividade é que nesse dia os mortos retornam ao mundo dos vivos para estar com seus familiares. Ao contrário do que se poderia pensar, não é uma ocasião sombria ou meio “apocalipse zumbi”, mas sim uma comemoração super animada que celebra a “vida” daqueles que morreram. As famílias aproveitam o feriado para promover uma festança em homenagem aos amigos e parentes que já passaram para o “lado de lá”.

E não é só nas casas que tem celebração, o dia de finados no México parece com o carnaval do Brasil: com desfiles, gente fantasiada e festa na rua. É um evento muito peculiar e interessante, que merece estar na bucket list de qualquer mochileiro que ande pela América Latina. As festividades do Día de Los Muertos que foram reconhecidas pela UNESCO em 2008 como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Visitar um museu de arte contemporânea debaixo d’água

Até quem não acha graça em roteiros culturais vai querer visitar o MUSA – Museo Subacuático de Arte. O museu pode ser “visitado” em atividades de mergulho, onde além do acervo é possível ver a fauna e flora marinhas. Para os que não se animam a mergulhar, podem percorrer a área em barcos com um fundo de vidro. Os tours para o MUSA saem de Cancun e Isla Mujeres.

A exposição de arte contemporânea conta com 500 esculturas humanas em tamanho real que estão entre três e seis metros de profundidade nas águas cristalinas do Mar do Caribe. As figuras, que foram feitas por artistas mexicanos  à semelhança de homens, mulheres e crianças da população local, são de material eco-friendly e com o tempo irá se converter em um arrecife artificial.

Aprender a surfar em um hostel na beira da praia

Do outro lado do país, na costa do Pacífico, está Puerto Escondido, menos procurada pelos turistas do que os balneários do Caribe Mexicano, porém muito conhecida pelos surfistas. Pergunte a qualquer entusiasta desse esporte quais os melhores lugares para pegar onda na América Latina e certamente ele vai mencionar Puerto Escondido.

A pequena cidade de 45 mil habitantes é considerada um dos melhores points de praia do mundo e tem ondas perfeitas, preços acessíveis, uma vibe autenticamente mexicana e praias para todos os gostos – inclusive para quem não sabe surfar.

Para quem nunca subiu em uma prancha na vida mas tem vontade, Puerto Escondido é o lugar. O hostel Selina Puerto Escondido tem o Selina Surf Club, que oferece aulas de surf para os iniciantes, aluguel de equipamentos e guias que te mostram os spots mais secretos e com as melhores ondas, para os que já dominam o esporte.

Já que estamos falando de hostels incríveis, não podemos deixar para lá a capital da festa do México e o maravilhoso Selina Cancún Downtown. . Esse hostel lindo tem uma piscina enorme e uma área para socializar e aproveitar o sol mexicano com seus novos amigos de viagem. Eles também tem shows com bandas locais, perfeito se você quiser uma experiência mais autêntica do que o que normalmente se faz em Cancun.

Nadar em um cenote

Os cenotes são formações naturais típicas da Península de Yucatán. Existem mais de 7.000 na região – o solo da região está em cima de uma intrincada rede de canais subterrâneos que até hoje não foi definitivamente mapeada. O cenote surge quando o chão sobre esses lençóis freáticos desaba, expondo as águas cristalinas do rio e formando um poço.

Nadar em uma paisagem dessas é uma experiência única e não por acaso os maias achavam que os cenotes eram passagens para outras dimensões. No período pré-colombiano, muitos cenotes eram local de cerimônias sagradas com oferendas de objetos preciosos e sacrifícios aos deuses.

Os cenotes variam bastante em tamanho, paisagem e uso. Alguns são pequenininhos e não passam de um buraco no chão, outros são enormes e formam cenários incríveis de rocha, águas turquesa e vegetação. Alguns foram convertidos em uma espécie de parque aquático natural, como o Cenote Ik-Kil, onde se cobra entrada e há uma infraestrutura com lockers, lanchonetes e até chalés para uso dos visitantes.

Cenote Ik-Kil

📚 Sobre a Autora 📚

Mila de Oliveira é jornalista, adora viajar lento e escrever. Acredita que viajar é uma atitude libertadora para as mulheres e por isso compartilha seus rolês como solo traveller no blog Saia Pelo Mundo e no Instagram @saiapelomundo.

 

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Sobre o Autor

Laura Carniel

I'm Laura, Brazilian, and I'm obsessed with dogs, films, sharing good stories with friends and discovering quirky places. Social Media & Content Executive and #HostelworldInsider at Hostelworld. 🌏 Favourite place on earth: London, UK. 🏠 Favourite hostel: Oki Doki Hostel - Warsaw, Poland. Follow my travel adventures and loads of dogs on Instagram @astaclivo 🐶✈️

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