O seu guia completo sobre Cuba

O seu guia completo sobre Cuba

Pense em uma ilha autêntica! Adicione praias incríveis (e muito preservadas), noites intensas repletas de rum, do bom tabaco, do ritmo caliente da salsa e um povo extremamente receptivo: isso ainda seria muito pouco para definir Cuba, mas já pode dar um gostinho. Fato é que esse lugar é feito por (e para) espíritos inquietos. Então se você, assim como eu, for um desses desassossegados por natureza, que sempre guardou aquela pontinha de curiosidade sobre Cuba, aqui eu vou te dar as dicas que estavam faltando pra você planejar seu mochilão por esse lugar desafiadoramente encantador.

Moedas

Cuba tem duas moedas: o peso cubano (CUP) e o peso conversível (CUC). O peso cubano é a moeda que os cubanos mais usam em seu dia-a-dia e é a mais desvalorizada. O CUC, por sua vez, é a “moeda turística” e a conversão, em geral, é a seguinte: 1 CUC = 25 CUP’s. Nas casas de cambio você pode trocar seu dinheiro pelas duas moedas e vale a pena ter as duas, mas sempre uma quantidade maior de CUC.

Pode parecer meio confuso no início, mas a maioria dos lugares aceita pagamento nas duas moedas e, em algumas horas, já é possível se acostumar. A maior dica, em relação ao cambio, é levar euros ou dólares canadenses, isso porque os dólares americanos não são bem aceitos por lá, sofrem uma taxação maior e, na hora da conversão, valem cerca de 15% menos.

Vale lembrar que pouquíssimos lugares aceitam cartões, então opte pelo dinheiro mesmo – Cuba é um país seguro, então, fique tranquilo. Ah, e não é difícil encontrar casas de câmbio ou “cadecas”, elas estão nos principais hotéis, bancos e nos aeroportos.

Pré-viagem: não esqueça o visto!

Como estamos falando de planejamento, nada mais justo do que lembrar duas coisas bem importantes antes do seu embarque: você precisa de um visto – que é muito simples – e da vacina de febre amarela.

O visto (ou a “Tarjeta Turística”) é bem tranquilo de tirar, nada mais é que uma simples autorização, que permite que estrangeiros visitem Cuba a turismo por até 30 dias, prorrogáveis por mais 30.  Basicamente, existem 3 maneiras de conseguir o visto: presencialmente (caso você more me Brasília, São Paulo, Salvador ou Manaus, que são as cidades que possuem representações consulares cubanas); pelos correios; ou no aeroporto mesmo.

Caso você opte por tirar presencialmente, os seguintes documentos são necessários:

  • Passaporte válido;
  • Passagem aérea com data de ida e volta;
  • Comprovante de reserva de hospedagem, contendo o endereço;
  • Formulário de solicitação de visto de turista preenchido – disponível aqui.
  • Comprovante de pagamento da taxa consular (entre em contato com o consulado e confirme o valor e o método de pagamento. Os contatos estão logo abaixo, mas adianto que, em geral, o pagamento pode ser feito via transferência bancaria); e
  • Seguro viagem (que é obrigatório para ingresso no país).

Na posse desses documentos, basta comparecer à representação consular que o visto é entregue na hora – não tem burocracia, nem entrevista, é realmente simples.

Se você morar em outra cidade e prefere não tirar no aeroporto, pode solicitá-lo por Correios para a embaixada/consulado da sua região. Você vai precisar da cópia dos documentos já listados acima, além de um envelope de retorno já preparado, endereçado e com selos pagos para envio do visto (assim você recebe com segurança).

Para sanar eventuais dúvidas, deixo aqui os endereços e contatos das representações diplomáticas de Cuba no nosso país:

Em Brasília:

SHIS QI 5, Conjunto 18, Casa 1. Lago Sul, Brasília-DF – CEP 71615-180

Telefone: (61) 3248-4710 – E-mail: embacuba@uol.com.br

Horário de atendimento consular: de segunda a sexta, de 10h às 13h

Em São Paulo:

Rua Cardoso de Almeida, 2115. Sumaré, São Paulo-SP | CEP 02151-001

Telefone: (11) 2369-8824 ou (11) 2369-8825 – E-mail: reconsular@uol.com.br

Horário de atendimento: de segunda a sexta, de 09:30 às 12:30

Em Salvador:

Rua Lord Crochane, 66. Barra, Salvador-BA – CEP 40140-070

Telefone: (71) 2137-5647 – E-mail: consulcubabahia@uol.com.br

Horário de atendimento: de segunda a sexta, de 09:30 às 12:30

Em Manaus:

Rua Jacareúbas, 6. Conjunto Kissia, Bairro Dom Pedro, Manaus-AM – CEP 69040-260

Telefone: (92) 3347-8565 – E-mail: consulgeneral@mnbr.consulcuba.cu

Horário de atendimento: de segunda a sexta, de 09:30 às 12:30

Se a melhor alternativa for tirar o visto diretamente no aeroporto, o custo da Tarjeta Turística é de US$20 e o procedimento é intermediado pela companhia aérea que você comprou sua passagem. Em geral, saindo do Brasil e indo pra Havana operam a Copa Airlines (fazendo conexao no Panamá, e o visto pode ser tirado no portão de embarque do voo de conexao, lá no panamá mesmo); a LATAM (com conexão em Lima, e o visto também pode ser adquirido no portão de embarque de Lima); e a Avianca (com conexão em Lima ou Bogotá, cidades em que você também consegue o visto no portão de embarque). Por precaução, caso você escolha esta opção, eu aconselho entrar em contato com a companhia previamente para saber detalhes. Eu, por exemplo, tirei em Bogotá, sem nenhum problema.

Além do visto, Cuba exige o Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela. Para conseguir esse certificado, depois de tomar a vacina (com, no mínimo, 10 dias antecedência) você deve ir diretamente a uma representação da ANVISA (pode ser do aeroporto) e solicitá-lo sem custo. Para maiores informações, só consultar o site da ANVISA.

Então, em termos burocráticos, Cuba não exige nada de anormal. É só ter a vacina e a tarjeta de turismo que você entra no país e está prontinho para conhecer suas maravilhas.

Mas deixo uma dica importante nesse pré-viagem: leve seus produtos de higiene e remedinhos! Tive dificuldade de comprar por lá, além de o preço ser um pouco maior.

Como chegar e se locomover por lá

Saindo do Brasil, há várias companhias que voam para havana, como a LATAM, a Copa Airlines e a Avianca. Se você quiser aproveitar a viagem e conhecer algum país da América Latina antes, a boa notícia é que você pode encontrar uma low cost pelo caminho que voe para Havana: Saindo de Bogotá, por exemplo, você pode voar de Wingo; e saindo do México, de Interjet.

Já na questão de locomoção dentro de Cuba, como eu tive um pouco de dificuldade de encontrar informações quando estava planejando minha viagem, deixo aqui minhas melhores dicas! Dentro das cidades você sempre pode ser locomover de taxi (há muitos, é a opção mais confortável, mas também a mais cara) e de Guagua, que é um ônibus regular e custa, em média, 1 CUP (tenha sempre dinheiro trocado e prepare-se para passar um aperto, mas nada que não seja conhecido no transporte coletivo brasileiro – inclusive, alguma guaguas são aqueles ônibus escolares amarelos antigos). Antes de ir, vi sites afirmando que as guaguas eram só para os locais, mas não foi isso que me disseram por lá. Particularmente, usei a guagua normalmente, sem nenhum problema.

Para viajar entre as cidades, em percursos mais longos (por exemplo: Havana-Varadero) a única linha de ônibus que os turistas podem mesmo usar se chama Viazul. A Viazul tem guichês nas rodoviárias e está preparada para o transporte de turistas, então o pagamento é feito sempre em CUC’s. Os cubanos, quando precisam se locomover, usam uma outra linha de onibus, a Nacionales, que é realmente exclusiva para eles, com preço em CUP’s, bem mais baixos (mas, de verdade, não tente dar uma de esperto nesse quesito, há vários relatos de turistas que foram expulsos desses ônibus). Então, vale lembrar que quando visitamos um país temos que fazer a nossa parte e respeitar as leis, a cultura, os costumes…

Aproveito para deixar a foto dessa tabela, que tirei na rodoviária de Havana, para dar uma ideia de como os preços da Viazul não são altos (e, confie em mim, essa tabela, considerando a pouca quantidade de informações que existe sobre isso na internet, é muito útil!). Os preços são de 2018:

Segurança

Em geral, Cuba é um País MUUUITO seguro! Confesso que à noite, pelo menos na região em que eu fiquei (Centro Havana), as ruas não eram muito bem iluminadas, o que, de início, me gerou um certo receio… Que foi superado em poucos minutos, já que você passa a observar que quase todas as famílias estão sentadas na porta de suas casas, conversando, ouvindo música, as crianças ainda na rua e, depois de muitos anos, eu vi alguém jogando bola de gude na rua! E, sim, à noite! E estava meio escuro, hahaha – É a prova de como a vida é diferente sem internet ilimitada, mas já falo sobre isso.

Enfim, tendo a atenção básica que se deve ter em qualquer viagem, a ilha é muito tranquila, pode confiar, chega a surpreender!

Cidades imperdíveis

Havana

Havana é impactante! Foi uma das cidades que eu mais gostei de conhecer no mundo: escancara a revolução, une vários tipos de arte – desde a dança até a literatura (não foi à toa que o Hemingway se apaixonou por esse país, né?), o Malecón (a orla de Havana) te dá de presente um por do sol maravilhoso, que, combinado com um mojito e com os cadilacs conversíveis desfilando, vão ganhar seu coração.

Para mais informações imperdíveis sobre Havana, inclusive de um hostel bacana para dormir (o Casa Amada Malecón é uma gracinha), dá uma olhada no nosso post do que fazer na cidade. 

Varadero

Varadero é realmente tudo isso que dizem! É um paraíso de areias branquinhas e um marzão incrível, com águas cristalinas e quentes, pra você passar o dia inteiro tranquilo, relaxando, dá até pra ler um livro sentado na água, já que é beeem mansa – e esse livro aí da foto tem uma história interessante: todo estudante, quando conclui o ensino médio, ganha um desses na sua formatura.

Mas voltando para Varadero, essa cidade é mundialmente famosa pelos resorts luxiosíssimos, mas, como bons mochileiros, não temos grana pra isso, né? Então, lá vai a super dica, foi assim que eu fiz: me hospedei em uma cidade mais barata e pertinho de Varadero, chamada Matanzas  (ônibus Viazul de Havana para Matanzas custa 7 CUC’s, mais ou menos 7 €), de lá peguei um transporte local (que é quase um ônibus aberto com uns banquinhos, que custou 10 CUP’s, menos de 0,5 €) e em cerca de 30 minutos estava em Varadero! Pude curtir o dia todo lá, quando estava anoitecendo voltei do mesmo jeito. É bem fácil pegar esses ônibus, só perguntar para os habitantes que eles te respondem, são super gentis e prestativos.

E onde se hospedar em Matanzas? tem hostel super aconchegante para isso! As hospedagens mais acessíveis, em geral, são bem simples, na casa dos próprios cubanos (tudo regulamentado pelo governo), o que proporciona uma experiência ainda mais acolhedora. O Hostel “Super Casa Doña Edita” é um ótimo exemplo, é simples, mas com camas confortáveis, ar condicionado, agua quente e uma área externa linda cheia de frutas – avaliado com nota 9,0.

Cayo Santa Maria, Cayo Ensenachos e Cayo Frances

Aqui está o caribe mais preservado do mundo e eu não estou exagerando. A praia mais virgem, limpa e deserta que eu já tive o prazer de conhecer nessa vida foi no Cayo Santa Maria. Foi uma coisa linda aquela imensidão num azul-furta-cor-tão-transparente só pra mim.

Essa região também é dominada pelos resorts e nem existe população local por lá. Esse local é, literalmente, uma pontinha no oceano abençoada pelo universo. Mas, vamos ao que interessa: Como faz para chegar lá se o dinheiro não dá para pagar uma diária caríssima num resort? Então, a alternativa mais econômica é, mais uma vez, ficar em uma cidade próxima (fiquei em Santa Clara) e fechar um taxi, dividindo para 4 pessoas, já que não tem transporte público fácil, em horários viáveis. Como têm muitos taxis, negociei com um e fechamos em 50 CUC’s ida e volta, então deu 12,5 CUC’s (cerca de 12,5 €) para cada pessoa, o que é um preço bem razoável, considerando o lugar paradisíaco e maravilhosamente inexplorado.

Trinidad

Trinidad é patrimônio histórico da humanidade, suas ruas são super charmosas, feitas de pedras, com casarões coloridos no estilo cubano super bem preservados. A praça central é um encanto, durante o dia fica cheia de barraquinhas de artesanato por perto e, pela noite, é o ponto de encontro principal dos habitantes.

Ah, ainda têm praia e cachoeira por perto: a Playa Ancón e o Salto del Caburni. Para chegar à orla, um passeio legal é alugar uma bicicleta na cidade e ir pedalando. Já para chegar até a cachoeira, você pode ir por uma trilha ou a cavalo.

Um hostel bem charmoso, para combinar com a cidade, é o Hostal Calleyro, os donos são super simpáticos, é bem localizado, confortável, com ar condicionado e um terraço lindo para ver a cidade de cima – nota 9,5 pelo Hostelworld.

Santa Clara

A cidade é um marco importantíssimo na revolução cubana, pois foi nela em que ocorreu a famosa “Batalha de Santa Clara”, onde o exército de Fulgêncio Batista, apesar de estar em numero 10x maior, perdeu definitivamente para as tropas lideradas por Che Guevara. Devido a esse acontecimento, em Santa Clara está o mausoléu do Che e os museus mais interessantes sobre a revolução.

Por aqui, há opções mais variadas de acomodação: se você preferir um quarto privado, o Hostal D’Cordero combina conforto, com requinte em sua decoração e pinturas de diversos artistas locais, um pátio interno lindo com uma fonte e um mini bar; já o Hostel Eva y Ernesto, que tem nota 10 nas avaliações no Hostelworld, é bem espaçoso, limpo e tem uma cozinha super equipada.

A cultura cubana

Cuba é, definitivamente, multicultural. A ilha harmoniza a influencia africana, caribenha e europeia, faz questão de carregar viva a sua luta, é feita por um povo de sorriso lago, que adiciona tudo isso a um pouco de rum e, dessa maneira, cria seu jeito próprio de  encantar muitos aventureiros que passam por lá.

Para mim, a melhor forma de conhecer a cultura local foi indo às praças da cidade, pela noite. As praças principais costumam ficar cheias e vibrantes (até porque é por lá que tem internet, as pessoas se juntam!). Então, anota essa dica: por perto desses locais você sempre vai encontrar um “paladar” para provar o tempero crioulo (é assim que chamam os restaurantes locais, que não são turísticos, geralmente vendem a comida em uma “cajita” de papelão, é tudo muito simples, mas bem gostoso e suuuper barato! por cerca de 25 CUP’s – 1€ – você compra uma refeição de arroz, feijao, frango e salada), um jeito novo de experimentar o rum e uma oportunidade de se jogar na rumba, no mambo, guajira, chá-chá-chá, salsa ou merengue – Ah, os cubanos são legítimos dançarinos! Não perca essa oportunidade.

E como é a internet?

Cuba não tem a facilidade de wi-fi grátis em todos os lugares e nem tem como comprar um chip 4G que funcione por lá.  É melhor ir consciente disso e encarar tudo como uma experiência enriquecedora de viagem. Você pode aproveitar o tempo que seria gasto no celular simplesmente aproveitando mais o lugar incrível em que você está.

Maaas, se você não quiser ficar totalmente desconectado e aquela vontade de mandar memes pro crush for irresistível, o processo para conseguir internet é o seguinte: primeiro, você precisa ir à empresa de telecomunicações do país, a ETECSA, e comprar um cartão que te fornece um login e uma senha (custa 1 CUC para 30 min de uso). Para se conectar, é preciso ir a alguma região da cidade em que tenha a rede, para você logar com as informações do cartãozinho. Geralmente, as torres de telecomunicação estão justamente nas praças principais (o que faz essas praças estarem sempre cheias, como eu disse, fazendo com que sejam ótimos lugares para socializar – aproveitando a conexão instável para isso, ahaha).

Mas dizem que viajar por Cuba é caro… É verdade?

“Viajar como um local” é, definitivamente, a melhor forma de conhecer Cuba, de economizar e de ter uma experiência mais autêntica de viagem. Ok, mas o que exatamente eu quero dizer com isso? Estou dizendo para apoiar o comércio local, os pequenos artesãos, respeitando e admirando seus costumes, procurando ter uma viagem sustentável – já que, por lá, as belezas naturais são tão bem preservadas!  Permita-se viajar vivenciando e respeitando a cultura vibrante desse país, sua história e seu próprio contexto social.

Aposte no hostel da cidade vizinha, em dividir o taxi, usar o transporte público, comer na cajita, abrir mão das marcas mais conhecidas… São tantas opções.

Acredito que, assim, você será capaz de sentir como essa ilha transpira revolução. Faz refletir, repensar e ponderar mil vezes os seus valores e privilégios. Esse país, para mim, foi a materialização do aprendizado em uma única viagem. É que é complicado (e desafiador) demais compreender a unidade e significado desse pontinho no meio do Caribe, mas o bonito mesmo é ir até lá e sentir a sua essência. Boa viagem!

📚 Sobre a Autora 📚

Sou a Alice Maffucci. Depois de morar em Nova Iorque, em Lisboa e na Colômbia, assumi que sou dona de um “coração vagabundo que quer guardar o mundo em mim” e de um desassossego permanente na alma que, vira e mexe, me faz por a mochila nas costas – sempre com um livro de poesia dentro. Posto meus devaneios sobre esse mundo aqui no meu Instagram.

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Sobre o Autor

Laura Carniel

I'm Laura, Brazilian, and I'm obsessed with dogs, films, sharing good stories with friends and discovering quirky places. Social Media & Content Executive and #HostelworldInsider at Hostelworld. 🌏 Favourite place on earth: London, UK. 🏠 Favourite hostel: Oki Doki Hostel - Warsaw, Poland. Follow my travel adventures and loads of dogs on Instagram @astaclivo 🐶✈️

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