O que fazer no Rio de Janeiro: as melhores dicas para aproveitar a cidade maravilhosa

O que fazer no Rio de Janeiro: as melhores dicas para aproveitar a cidade maravilhosa

O Rio de Janeiro é um dos destinos nacionais mais procurados em qualquer época do ano. Conhecida mundialmente por seu animado Carnaval e futebol de deixar qualquer um babando. O Rio é um destino coringa para todos os tipos de viajantes. Com belezas naturais de tirar o fôlego o Rio de Janeiro é o lugar ideal para as suas próximas férias!

Vem com a gente para a lista completo do que fazer no Rio de Janeiro.

O que fazer no Rio de Janeiro

P.s: Esse é um roteiro diferenciado. Nós mesclados alguns lugares populares com passeios e atrações alternativas. Para quem quer conhecer o Rio de outros ângulos.

Trilhas e Cachoeiras

🌴Trilha do Pão de Açúcar

O Pão de Açúcar é um dos cartões postais mais famosos do Rio de Janeiro. Do alto do Morro é possível ter uma vista panorâmica da Cidade Maravilhosa. Lá de cima, podemos observar os barcos na Praia de Botafogo e o Aterro do Flamengo. Assim como o Morro Dois Irmãos e o Cristo Redentor., entre outros pontos turísticos do Rio.

O que pouca gente sabe é que apesar do famoso Bondinho ligar um morro ao outro, o Morro da Urca e o Pão de Açúcar é possível subir até a primeira estação de uma forma muito divertida e GRATUITA.

🚌 Como chegar a Trilha do Pão de Açúcar

A Trilha do Pão de Açúcar, está localizada no bairro da Urca, do ladinho da Praia Vermelha. O modo mais fácil de chegar até a Praia Vermelha é pegar o metrô, descer na estação Botafogo – estação de transferência entre as linhas 1 e 2), pegar a saída D, da Rua Nelson Mandela e pegar o ônibus 513 do outro lado da rua.

Descendo na Praia Vermelha, você seguirá em direção ao ECEME – Escola de Comando e Estado Maior do Exército. No final deste prédio, fica a entrada para a Pista Cláudio Coutinho, você deverá entrar pelo portão e seguir a pista até encontrar as placas sinalizando o início da trilha.

✏️ Sobre a Trilha

A Trilha do Pão de Açúcar é muito bem sinalizada e tem duração média de 40 minutos. É uma trilha considerada leve. Muitas famílias fazem essa trilha nos finais de semana, por isso é muito comum que durante o percurso você cruze com crianças e/ou pais carregando os filhotes no Sling.

A entrada da trilha é gratuita, mas, caso você queira usar o bondinho, você precisará pagar pela atração. Cariocas ganham desconto em algumas épocas do ano, se comprovar residência no RJ – em alta temporada esse desconto é suspenso – e caso você queira descer ou continuar subindo de Bondinho precisará pagar a taxa.

🌴Trilha do Morro Dois Irmãos

A Trilha do Morro Dois Irmãos é uma das mais populares do Rio de Janeiro por conta de sua localização. Para chegar na entrada da Trilha você precisará subir o Morro do Vidigal. Uma comunidade carioca muito conhecida por ter sido cenários de muitas cenas de novela. Inclusive, existe um coletivo de atores chamado “Nós do Morro” que nasceu no Vidigal e revela talentos há anos.

Conhecer uma favela por dentro, pode ser algo que desperte a curiosidade de muitos turistas. Apesar de ter minhas ressalvas sobre os “favela tours” da vida, eu acho sim muito importante incentivarmos o turismo e a economia local. O Vidigal tem uma vida noturna muito movimentada também. Por ser uma comunidade “pacificada”, ou seja há a presença de uma Unidade de Polícia Pacificadora, o Vidigal acaba chamando muito a atenção dos turistas.

Além da Trilha do Morro Dois Irmãos, dois locais interessantes para conhecer na favela é o Bar da Lage, um bar no topo do Morro que garante muita diversão com uma vista privilegiada. E o Mirante do Arvrão, um hotel, restaurante e bar que promove festas muito interessantes como a BLESS, uma festa que só toca sound system, reggae, e músicas nesse estilo.

Voltando a falar da Trilha, ela é considerada moderada. Com uma subida íngreme que dura cerca de 50 minutos, a Trilha do Morro Dois Irmãos garante alguns desafios aos trilheiros de plantão, mas uma vista de tirar o fôlego.

Durante a subida, é possível parar em dois mirantes improvisados, com vista para a comunidade da Rocinha. A maior favela do Brasil.

🚌Como chegar no Vidigal

Para chegar ao Vidigal, você pode pegar o metrô e descer na estação Antero de Quental. Antes de liberarem a linha 4 do metrô, a estação final nesse sentido era Jardim de Alah, mas agora é possível descer um pouco mais no final da Praia do Leblon. Na saída do metrô você pegará uma van que seguirá em direção à Av. Niemeyer. É só pedir ao motorista que te deixe na entrada do Vidigal.

Quando você saltar da van, atravessará a rua e pegará um moto táxi.

P.s: moto táxis aqui no Rio de Janeiro são muito comuns, geralmente são moradores da comunidade que veem em sua moto uma oportunidade de trabalho. Então eles se reúnem para criar um “ponto” de moto táxi e definem algumas tarifas. Essa é uma facilidade que ajuda muuuuito quem mora no alto do morro, tendo em vista a necessidade de descer e subir às vezes duas ou três vezes por dia por conta de trabalho e estudo. Também é possível subir de descer o Vidigal de Kombi e geralmente a tarifa é única para todos – e mais barata. Mas não é tão emocionante quanto subir a favela em uma moto!

As tarifas são: R$ 4,30 metrô / R$ 4,05 ônibus e vans / a partir de R$ 5 moto táxi.

🌴Trilha e Cachoeira do Camorim

A Cachoeira do Camorim está localizada dentro do Parque Estadual da Pedra Branca. Unidade de conservação ambiental na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e é considerada uma das maiores florestas urbanas do mundo, com 12.500 hectares de extensão.

Esse lado do Parque é muito legal de se conhecer, pois ele possui algumas atrações surpreendentes. No dia que visitamos, conhecemos o Véu do Camorim, a Cachoeira do Camorim e o Açude do Camorim. Nessas áreas só é permitido o banho na Cachoeira, pois as águas do Véu e do Açude são para consumo humano. Essas águas abastecem toda a Zona Oeste do Rio de Janeiro. Um dos riscos de nadar no Açude também é o fato de ter muitos sumidouros na região, o que pode ser um risco à vida.

Mas não se preocupe, dá para se refrescar nas águas geladas da Cachoeira do Camorim. Essa trilha têm 3 km de extensão e para chegar na Cachoeira nós levamos cerca de 1 hora. Depois andamos por mais 30 minutos para chegar no Açude.

Como era domingo, estava na movimentada, então recomendamos que você chegue cedo.

🚌 Como chegar na Trilha e Cachoeira do Camorim

Para chegar na entrada do Parque,você deverá pegar o BRT parador em Madureira e seguir até a estação da Taquara. Chegando lá, você sairá da estação do BRT e pagará uma van do outro lado da rua. Pergunte ao motorista se essa van seguirá para o Camorim. Existem dois tipos de van, o que deixará vocês na avenida principal e a que te deixará na entrada do Parque. Opte por esperar a que te deixará na entrada do Parque, pois o caminho da Estrada principal até a entrada do Parque dura em torno de 20 a 30 minutos. É um chãozinho.

P.s: Aqui no Rio, vans são muito comuns. As famosas “lotadas”. Na maioria das vezes elas fazem o mesmo trajeto do ônibus, mas dependendo do local onde você esteja elas passam com muito mais frequência.

Recomendações para as trilhas

  • Vá de tênis e roupas confortáveis
  • Leve protetor solar e repelente
  • Leve garrafa d’água, se conseguir carregar, leve mais do que 1L.
  • Não jogue lixo na floresta, leve um saquinho na mochila para organizar seu lixo e descartá-lo no lugar certo ao final da trilha.

Praias e Fortes

⛱ Praia Vermelha

A Praia Vermelha, localizada no bairro da Urca, é  uma das praias mais bonitas do Rio de Janeiro. Apesar de suas águas virem direto da Baía de Guanabara, é possível visitar a Praia em dia de águas calmas e claras.

A Praia Vermelha é relativamente pequena, com pouco mais de 200 metros de extensão, este é um paraíso escondido. A Praia Vermelha não costuma ficar muito cheia e esse pode ser um dos maiores benefícios no Verão.

Se fizer a Trilha do Pão de Açúcar, pode aproveitar para relaxar e se banhar no mar após a Trilha. Durante a Trilha, Você pode ver algumas pessoas subindo de chinelo – o que claro, Não é recomendado, mas muitas pessoas acabam indo cedo para a Praia e resolvem conhecer a Trilha ou já conhecem o caminho e vão aproveitar o visual lá de cima.

✏️ Curiosidade sobre a Praia Vermelha

A Praia Vermelha possui cristais de granada em sua areia e ela ganhou esse nome, porque quando o sol se põe a areia fica em um tom avermelhado por conta do reflexo da luz do sol nos cristais vermelho e rosa.

📍 Copacabana e o Forte

Copacabana é um dos bairros mais populares do Rio de Janeiro e mais conhecidos do Mundo. Conhecido como Princesinha do Mar e Coração da Zona Sul, esse é um dos lugares mais prestigiados do Brasil.

Passeie pela Orla, sente em um dos Quiosques no calçadão, tire uma foto em frente ao impressionante Copacabana Palace e aproveite também para visitar o Forte de Copacabana.

📍 O Forte de Copacabana

Inaugurado como a mais poderosa fortificação do continente, o Forte de Copacabana tem uma importante participação na história do Brasil. Em 1922, foi palco do Levante dos 18 – a primeira revolta do movimento tenentista, no contexto da República Velha. Em 1930, foi usado como prisão para o Presidente Washington Luís, deposto na Revolução do mesmo ano. E em 1964, recebeu reuniões que culminaram no Golpe militar.

Apesar de carregar uma história forte, hoje o Forte – que foi transformado em Museu do Exército – proporciona aos seus visitantes uma vista única da Praia de Copacabana. E você pode ainda tomar café no Café do Forte – uma filial da tradicional Confeitaria Colombo dentro do Forte.

💰 Quanto custa entrar no Forte?

O ingresso do Forte custa R$ 6 e a meia R$ 3 (para estudantes, professores, idosos e militares). À partir das 18h e às terça-feira a entrada é franca.

⛱ Leme e a Fortaleza Duque de Caxias

Andando até o outro extremo da Orla, você conhecerá a Praia do Leme. Essa é uma Praia muito tranquila e não muito popular, por isso você encontrará preços de aluguéis de cadeiras e guarda-sol menos abusivos. A Praia não fica tão lotada quanto Copacabana, Arpoador e Ipanema, mas vale a pena conhecer.

Muitos cariocas vão para a Praia no fim da tarde, depois do trabalho para jogar vôlei de praia, frescobol e outros esportes praianos. E depois se reúnem nos Quiosques para tomar aquela gelada antes de ir para casa.

Da Praia mesmo você verá o Morro do Leme e é lá que fica a Fortaleza Duque de Caxias.

📍 Forte do Leme

O Forte do Leme foi construído em 1776 para impedir uma invasão espanhola, nessa época ele se chamava Forte do Vigia. Esse Forte foi desativado e reativado várias vezes ao longo dos anos, até se tornar o que é hoje, um Parque Ecológico. O nome Forte Duque de Caxias só passou a vigorar em 1935 como uma homenagem ao Patrono do Exército, Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias.

🚌 Como chegar e ingressos

Para chegar ao Forte é muito fácil, você caminhará até o final da Praia do Leme e chegará nas instalações do Exército Brasileiro chamado CEP. Logo na entrada haverá uma cabine para que você possa comprar um ingresso, que custa algo em torno de R$ 4* (sujeito a alterações).

Depois de entrar no Forte você seguirá uma trilha de pedregulhos por uns bons 40 minutos. A Trilha é leve e dá pra subir de carro. Durante o percurso você encontrará alguns animais selvagens, macaquinhos em especial. Por favor, não alimente os animais da floresta.

Chegando lá em cima você pode visitar o Museu do Exército que conta um pouco da história do Forte e também apreciar uma das vistas mais bonitas da cidade. De um lado, você consegue ver as costas do Pão de Açúcar, o Morro da Babilônia- uma comunidade do Rio de Janeiro que também tem uma trilha bem legal. E do outro lado você admira toda a Orla da Zona Sul do Rio. É uma paisagem de tirar o fôlego.

Chegando ao pico do Forte existe uma pequena lanchonete para se alimentar.

Recomendações para visitar as Praias e os Fortes

  • Vá e volte cedo, sempre evite os horários de pico
  • Cuidado com câmeras e celulares ou objetos de valor
  • Para as Praias, vá de chinelo e roupas leves, mas para o Forte do Leme vá de tênis.
  • Leve água, protetor solar, repelente
  • Chapéu e óculos escuros
  • Antes de ir à Praia confira os testes de balneabilidade do IPEA

🌱 Passeios ao Ar Livre

O Rio é uma cidade que têm atrações para todos os gostos, por isso é considerado por muitos especialistas em Turismo como um destino coringa. Você pode visitar em qualquer época do ano que conseguirá conhecer um pouco da cidade maravilhosa. Agora vamos aos passeios ao Ar Livre?

📍 Quinta da Boa Vista

A Quinta da Boa Vista é um Parque localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro que abriga diversas atrações. Lá, se encontra o Zoológico do Rio de Janeiro, o Circo do Marcos Frota e um dos Museus mais importantes do Brasil. O Museu Nacional, que recentemente pegou fogo e chocou a todos os brasileiros. Porém, o Museu já está em processo de restauração.

A Quinta da Boa Vista é o lugar ideal para passar o domingo em família. Fazendo piqueniques ou andando de bicicleta. Eu passei a minha infância toda dentro daquele Parque e fiz o meu chá  de bebê em forma de piquenique lá também. É um lugar que tenho muita memória afetiva. Todos os passeios escolares nos levavam para Quinta, seja para o Zoológico ou para o Museu. Muitos dos meus primos, minha mãe e minhas tias aprenderam a nadar no Laguinho da Quinta, que hoje, é impróprio para banho, mas é  possível andar de pedalinho.

📍 Aterro do Flamengo

Um dos lugares que passei minha infância também foi a Praia do Flamengo. Minha mãe é simplesmente apaixonada por aquele lugar. Hoje a Praia também é imprópria para o banho, porém o Aterro do Flamengo é um lugar incrível, muito arborizado. Lá muitas famílias também fazem piqueniques aos domingos, é muita gente se reúne para jogar futebol, basquete ou vôlei nas quadras disponíveis ao redor do Aterro.

📍 Largo do Boticário

O Largo do Boticário, no bairro do Cosme Velho é um lugar pouco conhecido no Rio de Janeiro, mas muito bacana de se conhecer.

O Largo ganhou esse nome por conta de um famoso boticário que mudou-se para a região do Cosme Velho no ano de 1831. Joaquim Luís da Silva Souto, tinha uma loja na antiga Rua Direita – atual Primeiro de Março – e atendia clientes muito poderosos, como a família real. Isso fez com que ele fosse alguém muito bem-sucedido e o possibilitou a compra do terreno.

Após muitos anos de abandono, o Largo do Boticário foi vendido recentemente para uma grande empresa de hotelaria e em breve se transformará em um hostel. Além disso, o Beco do Boticário é pertinho da Estação de Ferro do Corcovado.

🚌 Como chegar ao Largo do Boticário

Você pegará o Metrô Linha 2 (se estiver na Zona Norte) ou o Metrô Linha 1 (se estiver na Zona Sul) e descerá na Estação do Largo do Machado. Você pegará a saída Largo do Machado e seguirá na direção sul sentido Largo do Machado. Procure o ponto de ônibus mais próximo e pegue o ônibus 580, sentido Cosme Velho. O percurso durará em torno de 17 minutos e o ônibus fará provavelmente 10 paradas até chegar ao destino.

Você saltará do ônibus na Rua Cosme Velho, próximo ao número 857 e andará por um minuto a pé, cerca de 130 metros. Você deverá seguir na direção leste na R. Cosme Velho em direção a Beco do Boticário. E depois deverá virar à esquerda no Beco do Boticário.

Museus e Centros Culturais

🌳 Parque das Ruínas

O Parque das Ruínas, em Santa Teresa é um lugar único onde você terá uma bela vista da Cidade Maravilhosa e fará uma viagem no tempo, com as ruínas do Palacete Murtinho Nobre, erguido entre 1898 e 1902, e local de residência de Laurinda Santos Lobo, dama da sociedade e herdeira de uma rica e poderosa família, que dividia-se entre Rio de Janeiro e Paris.

Seu palacete, na década de 20 foi ponto de encontro para o Modernismo no Rio de Janeiro e um dos pontos mais badalados da vida cultural carioca durante as duas décadas seguintes, sendo um local de festas que reuniam famosos e figuras importantes da época, como Villa-Lobos, Tarsila do Amaral e a bailarina Isadora Duncan, até a morte da anfitriã

Hoje, o Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas é um parque público e centro cultural que recebe exposições, shows e feiras livres.

🚌Como chegar

Para chegar até o Parque das Ruínas partindo da Glória pode-se pegar uma kombi (próximo à estação do Metrô saída A) que suba Santa Teresa. Ou é possível também pegar um Bondinho e descer na estação Curvelo, depois só caminhar uns 10 minutos e o Parque é logo a frente. Ou até subir a pé, pela Escadaria Selarón .  E em último caso subir de táxi ou uber. Como as ruas de Santa Teresa são muito estreitas é sempre um desafio subir de carro.

OBS: vez ou outra o Bondinho sai de circulação, então é importante tentar se informar se está funcionando ou não.

🏛 Museu do Açude

O Museu do Açude é um museu pouco conhecido, porém muito bacana de se visitar. Localizado no Alto da Boa Vista, Zona Norte do Rio de Janeiro e é como um refúgio no meio da floresta.

Na verdade antes de ser Museu, o terreno era uma propriedade particular. A casa pertencia a Castro Maya um empresário brasileiro apaixonado por arte e que teve grande participação no desenvolvimento cultural da cidade.

Na década de 40, ele foi convidado pelo prefeito a remodelar o Parque Nacional da Tijuca, que fica no mesmo bairro. Ele também foi um dos fundadores do MAM, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, além de ter sido o primeiro presidente da instituição. Mas seu maior legado para os cariocas foi a Fundação que leva seu nome, com cerca de 22.000 peças de arte que colecionou durante sua vida. Parte dessa coleção está exposta no Museu do Açude, aberto em 1964 ao público. Essa propriedade junto com a Chácara do Céu em Santa Teresa formam o conjunto de museus Castro Maya, que busca preservar o patrimônio cultural do empresário.

🚌 Como chegar e Ingressos

Para chegar ao Museu do Açude existem algumas opções de transportes públicos, que são as Linhas 301, 302 e 345 (Centro ou Barra da Tijuca), você deverá saltar na Rua Boa Vista, próximo ao quartel do Corpo de Bombeiro.

Para ir de carro, táxi ou uber, pegue a via São Conrado, suba a Estrada das Canoas; via Tijuca, depois suba a Avenida Edson Passos.

Para entrar no Museu você deverá comprar um ingresso que custa R$ 6 a inteira e R$ 3 a meia. O Museu possui entrada franca toda quinta-feira.

Onde visita para conhecer a história do Rio de Janeiro

Pequena África

O Circuito Pequena África ou Circuito Histórico e Arqueológico da Herança Africana, remonta a chegada e a trajetória dos Africanos escravizados ao Brasil. Esse circuito traz à tona a importância histórica e arqueológica da região Portuária do Rio de Janeiro. E conta não só a história do Rio como nos mostra o quanto o período escravocrata foi cruel e desumano.

O Porto do Rio de Janeiro foi o lugar que mais recebeu africanos tirados de suas terras para trabalharem em condições precárias e insalubres aqui no Brasil. Dos 4 milhões de africanos escravizados que vieram ao Brasil forçadamente em 300 anos de tráfico, 2,4 milhões entraram no País pelo Porto do Rio de Janeiro, 1 milhão deles pelo Cais do Valongo. Em 3 séculos de regime escravocrata do Brasil, o país recebeu 40% de todos os africanos que chegaram vivos à América. Assustador, não é?

O Circuito começa no Cais do Valongo, justamente onde entraram 1 milhão de africanos escravizados.  Depois segue até a Pedra do Sal, local referência como ponto de resistência e onde nasceu o primeiro samba e rodas de jongo, na casa da Tia Ciata. Seguimos para o Jardim Suspenso do Valongo, uma bela contradição, um jardim romântico aos moldes das construções francesas do século XIX, era como um forte. Do alto do Jardim, podia -se vigiar toda a antiga Rua do Valongo que ligava o Cais ao Largo do Depósito, local que abrigava as lojas que vendiam artigos ligados à escravidão e as casas de engorda, onde eram acomodados os recém-chegados. E o passeio termina no Cemitério dos Pretos Novos, ponto final da nossa jornada, mas de partida para profundas reflexões. O Cemitério dos Pretos Novos era o lugar onde os corpos dos cativos que não resistiam às longas e tortuosas viagens nos navios negreiros eram jogados com completo descaso. Alguns moribundos eram jogados na vala rasa, para morrerem em meio aos restos mortais caso seus senhores decidissem que a vida deles não valia mais. Estima-se que neste local, hoje um Centro Cultural que se mantem através de doações de civis, tenham sido enterrados mais de 20 mil africanos escravizados. Este é considerado o maior cemitério de escravos da América Latina.

Esse circuito é muito forte e eu sugiro que vocês procurem um guia de turismo e/ou historiador(a) negro para fazerem esse tour.

📍 Rio Antigo, Cinelândia e Arcos da Lapa

De um extremo ao outro, o Rio de Janeiro é cheio de história. Do outro lado do Centro do Rio, nós temos pontos muito importantes para a construção da história do Brasil.

A região da Cinelândia, que na verdade se chama Praça Marechal Floriano, era um lugar que reunia muitos cassinos, teatros e principalmente cinemas, por isso desse “apelido”. Existia a vontade de transformar a Praça em uma Times Square brasileira.

Nesta mesma região, encontramos o Theatro Municipal, o Museu de Belas Artes, a Biblioteca Nacional (que abriga o acervo da família real e exemplares únicos como o original de Camões), a Câmara Municipal (Nosso grande elefante branco), o Centro Cultural da Justiça Federal e o Cine Odeon (o único cinema que sobreviveu aos longos anos e transformações da cidade). Edifícios que carregam uma estrutura neocolonial, uma tentativa do Prefeito Pereira Passos de transformar o Rio de Janeiro na Paris dos trópicos – lembram do Jardim do Valongo? Que foi concebido aos moldes das construções francesas? Pois então, toda a região central foi remodelada para agradar os estrangeiros. Menos a região da Lapa.

No início dos tempos, a região da Lapa era “esquecida e repudiada” pela elite carioca. Muito devido ao fato da região onde hoje é o Passeio Público ser utilizada para despejar dejetos humanos e todo o lixo da população. Como era um local que a elite não chegava, muitos africanos escravizados “tomaram” pra si a região da Lapa e ficaram raízes por ali. Lugar onde eles praticavam capoeira, suas danças e atividades religiosas – que na época era proibido. A ideia de que a Lapa é um lugar boêmio nasce nessa época e perdura até os dias de hoje.

Bom, tem muita história a ser contada e ouvida sobre a nossa cidade maravilhosa, mas já me alonguei demais. Prometo que volto – se vocês quiserem – para contar um pouquinho mais do  nosso Rio de Janeiro.

Onde ficar no Rio de Janeiro

Por Carol Guido

Discovery Hostel

Esse hostel super sociável tem como missão criar um ambiente com ótimas vibes para você conhecer pessoas do mundo inteiro e explorar a cidade maravilhosa! O que mais um mochileiro poderia pedir? Bom, tem mais: esse hostel ganhou o nosso prêmio Hoscars na categoria “Melhor hostel do Brasil” TRÊS vezes, a localização é super central, eles tem uma cozinha totalmente equipada, um staff super amigável e ar condicionado (acredite na gente, se você estiver visitando o Rio de Janeiro durante o verão, você vai precisar!).

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Ipanema Beach House 

Um hostel com quartos espaçosos e limpos, uma piscina e uma ótima localização: no coração de Ipanema com acesso super fácil à estação de metro, lojas, bares e restaurantes. O Ipanema Beach House vai te fazer se sentir em casa com a sua vibe super relax durante a sua estadia. Sem mencionar o staff super amigável que está sempre disposto a te ajudar!

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Walk On The Beach Hostel 

Se você quer ter férias incríveis e conhecer o staff mais querido do mundo, esse é o seu hostel. A localização também é incrível com muitos restaurantes, lojas e mercados bem pertinho. Você pode economizar comprando a sua própria comida e cozinhando na cozinha do Hostel. E a gente já mencionou que esse hostel fica localizado a 5 minutos da praia de Copacabana?

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Se você gostou do nosso post, ou ficou com alguma dúvida, que tal deixar um recadinho aqui embaixo nos comentários?

📚  Sobre a Autora 📚

Camila Santos, carioca, mãe da Clara, viajante e realizadora de sonhos. CEO do Projeto Na Estrada com as Minas, A primeira rede colaborativa de mulheres viajantes. Que adora desbravar o mundo com fones ouvidos, um papel e uma caneta nas mãos.

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Sobre o Autor

Laura Carniel

I'm Laura, Brazilian, and I'm obsessed with dogs, films, sharing good stories with friends and discovering quirky places. Social Media & Content Executive and #HostelworldInsider at Hostelworld. 🌏 Favourite place on earth: London, UK. 🏠 Favourite hostel: Oki Doki Hostel - Warsaw, Poland. Follow my travel adventures and loads of dogs on Instagram @astaclivo 🐶✈️

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