O que fazer na Colômbia: o guia essencial para o seu mochilão

O que fazer na Colômbia: o guia essencial para o seu mochilão

Afinal, o que fazer na Colômbia? A pergunta que eu mais ouvi quando disse que ia passar 3 meses na Colômbia foi “3 meses?! Mas tem tanto o que fazer na Colômbia assim?”. 🙄

Ô se tem! A Colômbia é um país com muita biodiversidade, então na viagem eu conheci lugares com paisagens bem diferentes entre si. Das montanhas da Sierra Nevada ao Caribe das revistas de viagem, dos Andes ao deserto, a Colômbia é muito mais do que Cartagena e San Andrés.

Cabo de La Vela La Guajira

Além disso, o país é barato e os colombianos são conhecidos pela sua simpatia. Com tudo isso, a Colômbia acabou pulando pro topo da minha lista e você deveria fazer o mesmo. Continue lendo pra saber porque!

Tudo sobre a Colômbia: informações úteis

💰 Quanto custa viajar para a Colômbia: média de preços e moeda

A moeda do país é o peso colombiano (COP) e a proporção pro real é mais ou menos assim: COP 1.000 = R$1. Mais ou menos, tá? Eu gosto desse número porque dá pra fazer conta de cabeça, mas o número exato está na casa dos 800 e pouco.

Minha meta era gastar não mais que 60.000 COP por dia, com tudo, e eu consegui cumprir. Dá pra encontrar hostels baratos de 20 a 25.000 COP e uns mais arrumadinhos na faixa dos 30.000. Um prato tipo P.F no almoço custava tipo 10.000, dependendo da cidade. Eu fui durante a baixa temporada, então na alta a hospedagem deve custar em torno de 30% a mais.

Uma dica importante é levar dólares em vez de reais, porque costumam ter uma cotação melhor. Eu levei pouco, mais pra garantir mesmo, porque eu sabia que dava pra sacar direto da minha conta lá. Antes de ir, tem só que autorizar seu banco a fazer saques internacionais e verificar o limite mensal.

👩 Viajando Sozinha

Tirando duas semanas em que eu tive companhia de uma amiga, o resto da viagem eu fiz sozinha. Verdade seja dita: nenhum país da América Latina é um paraíso para mulheres viajando sozinhas, infelizmente. Mas tirando as gracinhas que a gente escuta na rua, não tive maiores problemas.

Costumo sempre ficar em hostels, porque é a melhor maneira de conhecer pessoas e tornar a viagem mais segura e mais divertida!

🚎 Deslocamentos

Para deslocamentos curtos, o ônibus resolve. E a boa notícia é que são baratos, tipo 7.000 COP por hora de viagem. Mas se você preza pela sua saúde mental, evite fazer longos trajetos por terra. Atrasos, lerdeza, música alta e paradas frequentes podem fazer uma viagem ser quase enlouquecedora. O país é grande, então de Bogotá a Medellín, por exemplo, são 592 km.

A sorte é que os voos internos por lá também são baratos. Além da Viva Colombia (low cost colombiana), dá pra achar bons preços na Avianca e na LATAM. Por exemplo, eu paguei 100.000 COP no voo Bogotá – Cartagena, 140.000 Cartagena – Medellín e 150.000 no Cali – Bogotá. E todas só com alguns dias de antecedência!

⏰ Quando ir para a Colômbia: o clima e as temporadas

Uma característica curiosa da Colômbia é que lá não tem as estações do jeito que estamos acostumados. Por causa do clima equatorial, eles basicamente têm duas: seca (alta temporada) e chuvosa (baixa), com temperaturas constantes quase o ano inteiro.

Eu fiz a louca e comprei minha passagem na promoção sem ver nada de melhor época (não façam isso em casa!). E eu fui exatamente nos meses de chuva. Lindo, né?

Dezembro, Janeiro e Fevereiro: não costuma chover, mas é alta temporada e por isso os preços são mais altos.

Março a Agosto: não é mais alta temporada, mas também não chove tanto. Com certeza é a melhor época pra ir pra Colômbia.Então se tiver procurando um lugar pra passar férias em Março, já sabe!

Setembro, Outubro e Novembro: chove bastante, mas em compensação os lugares estão mais vazios e os preços mais baixos. Leve capa de chuva pra você e pra sua mochila!

📋 Índice de destinos (na ordem do meu roteiro)

1. Bogotá

Bogotá é a grande porta de entrada da Colômbia, mas muita gente passa direto por lá fazendo escala em direção à Cartagena ou San Andrés. A cidade é fria, grande, e não tão receptiva, mas vale a pena dedicar uns poucos dias à capital do país.

De tudo que eu fiz, o que eu mais gostei foi:

🎨 Bogotá Graffiti Tour

Passando pelos principais pontos de grafite da cidade, referência mundial no assunto. O tour é colaborativo, e parte dos lucros é repassada para projetos ligados ao graffiti. Se eu não tivesse feito esse passeio, eu nunca iria perceber o detalhe genial desse mural. Você reparou?

 🌞 O pôr-do-sol no Cerro Monserrate

Confesso que eu não morri de amores por Bogotá, mas se teve uma experiência que fez meu coração amolecer um pouco foi esse pôr-do-sol. Preguiçosos, não se preocupem: para chegar lá em cima, tem um teleférico que custa 20.000 COP (Agosto/2017).

Apesar da friaca, vale a pena ficar lá pro início da noite. Só leve um bom casaco! E se tiver mais tempo na cidade, evite ir logo no primeiro dia pra ir se acostumando com a altitude.

🌈 Domingos

Domingos são particularmente agradáveis em Bogotá. Como lá não tem praia, os bogotanos costumam ir para os parques da cidade quando o tempo tá aberto. O mais icônico é, com certeza, o Parque Simón Bolívar.

Vale a pena passar também no mercado de pulgas de Usaquén, um ótimo lugar para comprar lembrancinhas de viagem. Ao redor da feira, tem vários restaurantes para almoçar, embora os preços não sejam dos melhores.

🏠 Onde ficar em Bogotá

A cidade é enorme, mas as duas áreas que costumam receber mais turistas são o Centro Histórico (La Candelaria) e Chapinero. Pra quem quer curtir mais o dia, recomendo o Centro e pra quem quer farra, Chapinero.

Fernweh Photography Hostel

No Centro, o Fernweh é uma boa pedida, decorado com fotografias de bom gosto. Não espere arrumar por lá companhia pra sair à noite, o mais provável é que você fique na lareira do jardim conversando, tomando um vinho e indo dormir cedo. Olha quanta maturidade, haha

Fulano Backpackers

Se você quiser ficar mais perto do fervo de Bogotá, recomendo muito o Fulano. O próprio hostel recebe eventos no fim de semana, mas vale a pena reservar antes porque eles estão quase sempre cheios!

2. Cartagena

📷@kwinterhof

A cidade queridinha dos brasileiros, Cartagena (a pronúncia em espanhol é CartaRRena) tem o charme das cidades coloniais com um toque caribenho. Não tem tanto o que fazer: a graça é passear pelas ruazinhas, pirar com as casas mais Instagramáveis do mundo e finalizar o dia com um pôr-do-sol visto da muralha.

Mas nem tudo são flores: prepare-se para o calor. Até eu, que sou uma carioca pós-graduada em calor dos infernos, sofri. A limonada de coco é patrimônio imaterial de lá (inventei, claro!) e ajuda a aliviar.

Ah, roupas leves e frescas são essenciais! Ou seja, prepara os ‘vestidin’ tudo para tirar fotos bem blogueirinha com as portas e janelas do Centro Histórico. No caso eu não tenho nenhuma, porque não consegui manter minha dignidade naquela umidade, hahaha. Então vai essa da bicicleta mesmo.

🍹 Vida Noturna

Na Plaza Trinidad, costuma ter um bom movimento à noite. Para dançar, recomendo o Bazurto, que toca música latina variada. Mas lá é bom chegar cedo, porque sempre lota. Já pra salsa, o Cuba 1940 é mais autêntico que o Havana Club e não cobra entrada.

E pra tomar uns bons drinks, de alta coquetelaria mesmo, sugiro o Alquímico e o El Baron, que já foi eleito como o melhor bar da cidade. Tudo bem que a gente viaja de mochila, mas se organizar direitinho dá até pra fazer uma graça de vez em quando (ainda mais em pesos!).

🏠 Onde ficar em Cartagena

República Hostel – Uma boa escolha no Centro Histórico, o República faz a linha hostel boutique. Os preços são um pouquinho acima da média, mas se você tiver com alguma folga no orçamento, pode ir que vale muito a pena.

🏖 Praias

Você já deve ter lido que as praias de Cartagena não são aquelas caribenhas maravilhosas. Realmente, não são. Para ir a la playa, você precisa ir para alguma das 27 Ilhas do Arquipélago Islas del Rosario. Em 40 minutos de lancha você já está no Caribe das fotos de revistas de viagem.

A Isla Baru é a mais conhecida, e a principal praia é a Playa Blanca. Essa é a praia mais muvucada de todas, principalmente por ser a única que dá pra chegar de carro! Fui lá só pra almoçar e confesso que nem consegui relaxar, de tantas lanchas com música eletrônica nas alturas e com o assédio dos vendedores.

Recomendo muito a Isla Grande, uma das melhores “descobertas” da minha viagem. Ali tem o Paraíso Secreto Hostels, um CONDOMÍNIO DE HOSTELS com uma vibe muito relaxada, onde o pôr-do-sol é rotina.

São 7 hostels, um literalmente do lado do outro, e o meu preferido é o Galeria Hostel (e é o único que tem geladeira). O Local House e o Fulano também são boas opções. Olha essa casa, sério:

Galeria Isla Eco Hostel, Cartagena, Colombia

📷@galeriaisla_hostel

A minha estadia lá me proporcionou várias experiências incríveis, como passeio de caiaque para o pôr-do-sol, mergulho noturno com plânctons fluorescentes e noite de champeta (dança típica local) com os moradores da ilha. Gostei tanto que até voltei no final da viagem!

 

Pra chegar lá desde Cartagena é super simples. Você tem que ir ao Muelle de La Bodeguita, o mesmo píer de onde saem todos os passeios turísticos. A lancha para Isla Grande sai por volta de 9h e custa 60.000 COP só ida, com imposto incluído (Outubro/2017).

A média de preços é bem maior comparada a outros lugares da Colômbia, mas temos que considerar que é uma ilha. Se quiser economizar um pouco, leve bastante água e umas comidinhas.

3. Santa Marta

Santa Marta não é uma cidade charmosa como Cartagena, mas se você estiver rodando pela costa muito provavelmente vai passar por ela. Isso porque ela serve de base para conhecer o Parque Tayrona, fazer a trilha da Ciudad Perdida ou correr para as montanhas de Minca.

Por isso, os hostels de lá já estão mais do que acostumados a guardar mochilões dos hóspedes. Então não desperdice essa oportunidade ir passar uns dias com uma mochila menor e mais leve.

🏠 Onde ficar em Santa Marta

Eu fiquei no Mango Tree Hostel. Barato, bem localizado e com um staff SUPER simpático e prestativo. Recomendo!

3.1 Tayrona

Esse parque natural é um dos lugares mais lindos que eu conheci na Colômbia. Eu já fui preparada para ter uma experiência bem roots, perrengue na veia, mas até que eu me surpreendi com a estrutura.

O problema é que lá dentro tudo é bem caro, inclusive a entrada. Eles são meio mercenários e cobram até por um pedaço de papel higiênico, e achei isso frustrante. Mas não dá pra negar que não só a beleza, como a energia desse parque é SURREAL. Então vamos à parte prática:

🏠Onde ficar no Parque Tayrona

O Parque é grande e tem 3 áreas onde a hospedagem é permitida: Cabo San Juan, Arrecifes ou Canaveral. Cabo San Juan é a melhor opção, disparado. Além da praia ser o cartão-postal do parque, ali tem área de camping, restaurante e a praia é própria pra nadar. As outras duas não, não por sujeira, mas por correnteza.

Não existem hostels no Tayrona! As opções pra quem viaja com pouca grana são duas: rede ou barraca. Experimentei as duas e achei a rede bem mais fresca e agradável, e nem fui devorada por mosquitos à noite. Tenta ficar nas redes do Mirador (custam 5.000 COP a mais). Sente a vibe!

Aliás, tem que chegar cedo pra ter mais poder de escolha ou pagar uma taxa de reserva (3.000 COP) na entrada. Entendeu o que eu falei deles serem meio mercenários?

👆 Importante: evite ir aos fins de semana, quando juntam os turistas estrangeiros com os locais. Além disso, todo ano o parque fecha por 1 mês para purificação espiritual, a pedido dos povos indígenas que moram ali. Em 2018 vai ser em Janeiro!

3.2  Minca

Pra fugir do calor abafado da costa, nada melhor que tomar um belo banho de cachoeira! De Santa Marta, dá pra pegar um ônibus ou uma van baratex e em menos de uma hora chegar em Minca, cidade que tem uma vibe meio hippie.

Gostei muito da cidade, mas a questão da estação chuvosa atrapalhou bastante. Chovia todo santo dia a partir das 12h. O jeito era acordar cedo e curtir as poucas horas de sol, mas se você tem pouco tempo diria que não compensa. Ah, e a dica de evitar fins de semana também é válida pra Minca.

🏠 Onde ficar em Minca

Eu fiquei no MaryMonte, um hostel novo mas com grande potencial pertinho do Centro. Dormi também uma noite no Mundo Nuevo, um ótimo lugar pra quem quer ficar isolado do mundo.

Pra chegar lá, uma moto te cobra em torno de 25.000 COP porque é lá no alto e o caminho é péssimo. Mas a proposta deles de ser totalmente autossustentável é sensacional e vale a pena ir pra conhecer e apoiar o projeto!

3.3 Trilha da Ciudad Perdida

Nas montanhas da Sierra Nevada tem o caminho para a Ciudad Perdida, um sítio arqueológico inca conhecido como “Mini Machu Picchu” (dadas as devidas proporções).

A expedição leva de 4 a 6 dias, e não só é necessário como obrigatório fazer com um guia indígena local. O ponto de partida é Santa Marta e na cidade tem várias agências oferecendo pacotes, com toda a alimentação incluída.

Conheci muitas pessoas que fizeram e disseram que, apesar de ser carinho, vale bastante a pena. Eu, infelizmente, não pude fazer porque a trilha estava fechada por causa das chuvas e também para purificação espiritual. Acontece…

4. Palomino

Como eu falei, uma amiga minha de infância veio me encontrar e passamos 2 semanas juntas, começando por esse lugar. Fomos sem esperar absolutamente nada e nos surpreendemos. Tudo fluiu e acabamos fazendo parte de um grupo super maneiro!

Palomino tem estrutura na medida certa, pelo menos por enquanto. Já tem alguns hostels, uns restaurantes e um climinha gostoso à noite. A praia é bonita, mas não chega a ser escandalosa. O que eu mais gostei foi que lá tem água doce também.

🚌 Como chegar

De Santa Marta pra lá tem ônibus e leva tipo 1h30. Você salta na entrada da cidade, e pode ir tanto caminhando (não recomendo) ou de moto/tuk-tuk com os locais que já ficam ali esperando os turistas. Por isso, é importante se programar pra chegar lá de dia.

🏠 Onde ficar em Palomino

Eu fiquei no Tiki Hut Hostel e gostei bastante. O hostel tem piscina, jacuzzi, restaurante próprio e fica pertinho da praia.

5. Deserto de La Guajira

Sem dúvidas, esse foi o lugar mais surpreendente de toda a viagem. Posso começar dizendo que é um deserto com marzão do Caribe? Pois é! A programação noturna é admirar o céu estrelado, e o sinal fraco quase inexistente de Internet é um convite para se desconectar.

Como chegar: a maneira mais fácil de ir é contratando um tour que parte de Riohacha. Como eles saem de manhã bem cedo, o ideal é dormir lá no dia anterior. Tem hostels na cidade, como o Pura Guajira Hostel.

Eu resolvi ir de forma independente, contrariando os conselhos dos guias e blogs de viagem. Fui de ônibus de Palomino até Uribia, e dali fui até Cabo em um transporte estilo pau de arara. Foi muito desconfortável, e ainda levamos 2h a mais por causa das paradas pra entregar encomendas, mas chegamos.

A região é habitada por indígenas Wayuu, que fazem as bolsas típicas vendidas no país inteiro. Comprar diretamente de quem faz tem sempre tem uma satisfação a mais, principalmente quando você vê que seu dinheiro é não só bem-vindo como necessário. O lugar tem uma beleza melancólica e a falta d’agua é uma triste realidade pra quem vive ali.

Cabo de la Vela tem condições ideais pro windsurf, então tem várias escolas por lá. Cuidado pra não fazer que nem a tonta aqui e ficar na parte da praia reservada pra eles. Entre um mergulho e outro, eu só me preocupava em não ser atropelada, haha

Ficamos na Pousada Pujuru (tinha chuveiro de água doce, já amei eles por causa disso), e ali mesmo negociamos um moto-táxi que nos levou pros principais lugares: Pilón de Azucar (praia) de manhã e Ojo del Agua no fim de tarde, onde tem um lugar famoso pra assistir o pôr-do-sol. A vantagem de ir sem agência é que dá pra ficar o que tempo que quiser em cada lugar, e chegar antes de todo mundo também.

Dali pra Punta Gallinas fechamos um tour de 1 dia porque já é bem mais complicado chegar sozinho, tendo que pegar barco e tudo. Punta tem mais cara de deserto mesmo, e não tem o ventinho gostoso de Cabo. O ponto principal pra conhecer lá, que é onde as dunas do deserto literalmente encontram o mar, estava fechado para visitação por causa de um conflito de terras.

A agência não mencionou isso, e eles ficaram meio que enrolando a gente o dia inteiro. A única hospedagem no lugar se chama Hospedaje Alexandra, e não tem água doce pra tomar banho. Pra gente acabou sendo um perrengue meio desnecessário, então recomendo se informar se o lugar está fechado ou aberto.

6. Medellín

Medellín (a pronúncia em espanhol é MedeDJin) é com certeza a cidade mais ‘cool’ na Colômbia. Conhecida como a cidade da eterna primavera, o clima agradável já me ganhou de cara.

A cidade é grande e tem bastante coisa pra fazer, principalmente em termos de vida noturna. Depois de mais de um mês meio bicho grilo em lugares de natureza, confesso que o agito de metrópole de veio a calhar!

🏠 Onde ficar em Medellín

Eu não curti muito a vibe de El Poblado e acabei me hospedando em Laureles, um bairro mais tranquilo. Fiquei em um hostel pequeno e incrível chamado Casa Articulada Hostel.

O bairro é mais residencial, cheio de restaurantes, barzinhos e uns cafés meio hipster, hehe. Um dos que mais gostei é o Café Clichê, que tem um creme bruleé sensacional por 6.000 COP (Outubro/2017) e música ao vivo de vez em quando. Virei cliente fiel! Meus highlights de Medellín foram:

👉 Voar de parapente

Nessa viagem, eu venci meu medo de altura e voei de parapente! A sensação de liberdade plena e eu achava que ia acordar na minha cama a qualquer momento.

Em Medellín os vôos são baratos, pelo menos se você comparar com o preço no Brasil. Eu paguei 125.000 COP (Outubro/2017) por um voo de 20 minutos com a empresa Parapente Medellín. A pista fica em San Félix, uma cidade vizinha.

👉Free Walking Tour

Fazer esse tour logo nos primeiros dias me ajudou a ter uma boa noção da cidade e a entender porque não se deve falar do seriado Narcos e sequer o nome Pablo Escobar para um colombiano.

Eu fiz o da Real City Tours, empresa que tem avaliações fantásticas. Eles são bem procurados, então tem que reservar o lugar pelo site com pelo menos 1 dia de antecedência. Na hora só se tiver desistência!

👉 Comuna 13

O outro free walking tour que eu fiz foi no Comuna 13, uma favela que passou por grandes transformações nos últimos anos. O lugar é lindo, cheio de grafites e uma vista diferente da cidade. Medellín é tipo um Rio de Janeiro sem praias.

Eu fiz com a empresa Zippy Tour e, apesar de a guia ser local, eu acho que faltou profundidade. Recomendo procurar o Graffiti Tour feito pelos artistas da Casa Colacho, parece ser algo mais autêntico.

👉 Guatapé

Não deixe de conhecer Guatapé, uma cidadezinha a 2h de ônibus de Medellín com clima de interior! As casas de bonecas impecáveis são a coisa mais fofa do mundo.

A maioria das pessoas faz só um bate-e-volta, mas eu recomendo dormir pelo menos uma noite lá. Eu fiquei no Galeria Guatapé. O hostel é muito aconchegante e tem essa vista humilde ainda por cima.

 7. Eje Cafetero

De Medellín, segui de ônibus até Salento, a principal base pra conhecer a região cafeteira da Colômbia. A cidade é bem-cuidada, com várias casinhas coloridas e vales de montanha ao redor. Tem dois mirantes de onde dá pra ver a cidade do alto.

No centrinho, os Willys (jeeps típicos de lá) te levam até o Valle de Cocora, um passeio imperdível nos arredores. No parque tem trilhas de níveis variados, com vistas incríveis dessas palmeiras.

 

A cidade é bem turística, então se você tiver tempo e quiser ver um pouco mais do Estado (lá eles chamam de departamento) de Quíndio, vale a pena conhecer Filandia também. Lá eu me hospedei no Hostel Colina de Lluvia, e gostei bastante.

8. Cali

Em Cali, eu fiquei no Hostal Encuentro, onde me senti em casa desde que passei pela porta. O dono, Adolfo, trata seus hóspedes como filhos e é uma pessoa incrível.

Conhecida como a capital mundial da salsa, de fato é o que Cali tem de melhor a oferecer. E os melhores lugares pra dançar, não na minha opinião, mas na do Adolfo e dos meus amigos caleños que eu fiz lá são:

👉 La Topa Tolondra, Tin Tin Deo e Rincón de la Salsa. Pra ouvir outros tipos de música, recomendo também o La Pergola.

É isso, gente. Esse é um resumo do que eu vi e vivi nesses 3 meses ao redor desse país maravilhoso. Foram muitos encontros, perrengues e momentos lindos.

E você, já foi pra Colômbia? Ficou com vontade de ir? Conta aí pra gente nos comentários!

📚 Sobre a Autora 📚

Oi, sou a Manuela Hollós. Sou escritora de viagens e afirmo sem medo que me hospedaria em hostels mesmo se eu fosse uma Kardashian! Meu blog é o When in Rio, mas as fotos das minhas viagens eu posto no meu @manuelahm  e @nanateleva

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Sobre o Autor

Carol Guido

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13 Responses to “O que fazer na Colômbia: o guia essencial para o seu mochilão”

  1. Que dekicia reviver a minha trip atraves deste post. Fiz quase o mesmo roteiro em 2 meses. mas nao conheci La Guajira. Fiz teu roteiro e tambem San Andres e Providencia, cartagena e San Bernardo, Taganga e uma oraia antes de Palomino, Punta Serena, ou algo assim. haha… 🙂

  2. Carol, eu vou passar 2 semanas e meia na Colômbia. O que você recomenda? Estava pensando em ir para Bogotá, Cartagena e Taganga. Você acha que tem lugares melhores? Obrigada desde já! Amei muito essa postagem! 🙂

  3. Adorei!
    Quero fazer minha viagem em junho. Já gostei da dica que é a temporada boa.. vou seguir várias outras, com certeza! 😀

  4. oiiii adorei seu guia super prático, qual o valor total da sua viagem? e da pra atravessar do Brasil pra Colômbia de ônibus?

  5. Pretendo viajar por menos tempo e por lugares mais conhecidos, mas adorei a postagem! Incrível conhecer um pouquinho mais da Colômbia através dos seus olhos!

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