Entre laranjeiras e azulejos: o que fazer em Sevilla, Espanha

Entre laranjeiras e azulejos: o que fazer em Sevilla, Espanha

Uma das principais cidades da Andaluzia, Sevilla é uma cidade surpreendente, de riqueza cultural imensurável e com atrações para todos os gostos. Tive o prazer de explorar Sevilla por cerca de seis dias e de começar a me apaixonar pela Espanha, país que agora desejo explorar região por região.

Localizada na região sul da Espanha, Sevilla possui mais de 700 mil habitantes (o que a faz a quarta maior cidade da Espanha) e é cortada pelo canal de Alfonso XIII e pelo Rio Guadalquivir. As áreas mais turísticas são o centro e os bairros de Santa Cruz, Triana, Santa Catalina, San Bernardo e El Porvenir. Ficando em uma dessas regiões, dá para fazer a maioria dos passeios a pé e, no meio do caminho, parar para provar muitas tapas acompanhadas de uma sangria.

Vem comigo descobrir 9 experiências imperdíveis em Sevilla e não tenha mais dúvidas do que fazer na cidade das laranjeiras e dos azulejos 😉 .

1 – Visite o Real Alcázar de Sevilla

Jardins do Real Alcázar 📷 iamigerbase

Cercado por um alto muro que não deixa os curiosos espiarem, o Real Alcázar de Sevilla é uma surpresa a cada detalhe. Logo na entrada o estilo do local já é apresentado: uma mistura de elementos europeus e árabes, com muitos azulejos coloridos e paisagismo no entorno.

O local, que é formado por diversos prédios e jardins, teve seu início na antiguidade como um assentamento romano, depois foi transformado pelos visigodos e só começou a tomar o formato atual com a conquista moura no sul da Espanha, em torno do ano 720. Com a reconquista cristã da cidade em 1248, o local passou por novas transformações, mas, como é possível perceber por toda a cidade, os cristãos se apaixonaram pelo estilo árabe e mantiveram muitas das construções da época.

Detalhes em portas, fachada do Palácio de Pedro I e Pátio das Donzelas 📷 iamigerbase

Na entrada, o Palácio de Pedro I impressiona pela grandiosidade, mas é depois dos corredores iniciais que o alcázar realmente surpreende. Um dos locais mais famosos é o Pátio das Donzelas, com típicas colunas árabes e uma quantidade de detalhes que vai fazer você ficar ali por longos minutos. Também cheias de detalhes são as Galerias Grotesco, que, além de ostentar belas fontes, são uma passarela que dá algumas das melhores vistas do complexo.

Na verdade, muitos nichos do Real Alcazár precisam de atenção e calma, então reserve pelo menos 3h para visitar o local. Se for se embrenhar no labirinto como eu, talvez reserve mais tempo ainda, pois de fora ele parece bobinho, mas, vou te contar, demorou para acertar a saída.

2 – Fique abismado na Plaza de España

Barquinhos no foço artificial que circula a praça 📷 iamigerbase

Há muito tempo vi uma foto da Plaza de España e fiquei abismada que aquilo realmente existia. O prédio, que guarda repartições públicas e o Museo Histórico Militar, já é uma atração por si só, mais o canal artificial, as pontes, as torres, as fontes, as plantas… fica realmente um lugar único no mundo.

O local foi construído para a Exposição Ibero-Americana de 1929 (curiosidade: viajar pela Europa é agradecer constantemente a essas exposições, pois se não fosse por elas tantos monumentos, com a Torre Eiffel, na França, talvez nunca tivessem saído do papel) e foi sendo aperfeiçoado e embelezado ao longo dos anos.

Detalhes fascinantes do prédio 📷 iamigerbase

Aqui vai uma dica que na verdade vale para toda Sevilla: preste atenção nos detalhes e nas cores que você vai se encantar a cada passo. Eu pelo menos nunca tinha visto um prédio público em tons terrosos e com enfeites em azulejo azul, o que se mostrou uma combinação incrível seja nas pontes ou nos bancos que circulam o pórtico principal.

É interessante tentar visitar a Plaza de España no final da tarde, ainda com luz, e permanecer lá até escurecer, visto a magia do local se transforma com as luzes. Ao chegar ao local, também confira se artistas de rua não estão fazendo dessa experiência ainda mais única. Pertinho da praça fica o Parque de María Luisa e o Museo Arqueológico de Sevilla, ambos ótimas opções para quem tem mais tempo na cidade.

3 – Explore os bairros de Triana e Santa Cruz

Rua típica do bairro de Triana 📷 iamigerbase

Muito devido à sua localização próxima ao mar e de passagem, Sevilla viu povos e mais povos passarem, chegarem, transformarem. Se os elementos árabes são visíveis por toda a cidade, alguns bairros concentram características de outras culturas.

Partindo do centro de Sevilla e cruzando o canal de Alfonso XIII, chega-se à Triana, um dos bairros mais interessantes da cidade andaluza. Na época em que Sevilla era uma cidade murada, os ciganos eram impedidos de viver intramuros, transformando essa região em sua morada. Junto com outros povos que ali criaram raízes e os marinheiros e mercantes que usavam os portos no canal, criou-se um bairro bastante único um imenso bem cultural: o flamenco. Outro famoso produto cultural do bairro são os azulejos que, desde os tempos romanos, eram moldados a partir da terra do Rio Guadalquivir. Hoje os azulejos de Triana estão espalhados por toda a cidade, inclusive embelezando algumas das principais atrações da cidade.

Ou seja, Triana é um berço cultural tão rico que não pode ficar fora de seu roteiro! Almoce no Mercado de Triana (cheio de frutos do mar), vá a um show de Flamenco (confira o próximo item), tome um gelado, descubra os bares movimentados da Calle Betis e aprenda sobre a tenebrosa Inquisição Espanhola no Castillo de San Jorge. Se cansar de tanta caminhada, basta sentar em um dos bancos ao longo do canal, relaxar e apreciar a vista.

Mercado de Triana e a Giralda, torre da catedral localizada no bairro de Santa Cruz 📷 iamigerbase

Se, assim como eu, você ama perambular por aquele tipo de mini ruela onde que, abrindo os braço, dá para quase tocar nas paredes que a delimitam, o bairro de Santa Cruz vai te encantar. Entre uma ruela e outra, charmosas cafeterias, lojas estilosas, casas decoradas com azulejos. Originalmente a morada do povo judeu em Sevilla, que séculos atrás representava a maior população judia da Espanha, Santa Cruz teve muitas de suas sinagogas transformadas em igrejas e seu povo perseguido pelos reis católicos e pela Inquizição (história que pode ser conferida no Centro de Interpretacion Juderia de Sevilla).

Hoje o local é uma mistura de diversas culturas, guarda algumas das principais atrações turísticas da cidade (como o Alcazár e a Catedral) e oferece diversas opções de acomodação, se tornando a morada provisória de viajantes do mundo inteiro. Não deixe de cruzar a Judería (uma bela ruela/túnel que apresenta até uma bela fonte dos anos 1940) para chegar ao Patio de Banderas e de caminhar pela Calle Agua, outra ruela icônica que segue a muralha do Alcazár. Neste icônico bairro, no início do século 15, nasceu Bartolomé Esteban Murillo, um dos mais famosos pintores espanhóis (você vai ver o nome dele em muitas plaquinhas nos museus da cidade – veja o item 7) e tema do museu Casa de Murillo.

4 – Assista a um show de flamenco

Quadros no bar La Taberna de Reyes 📷 iamigerbase

No final do século 18, no caldeirão cultural que era Sevilla, surge um gênero cultural de intensa melodia, canto e dança. O flamenco, hoje visto como um dos grandes marcos da Espanha, tem suas raízes mais antigas em Triana, o bairro cigano de Sevilla (veja item 3). As palmas, as castanholas, os vestidos com babados, o dedilhado do violão… todos os detalhes do flamenco são extremamente envolventes e, principalmente, cheios de paixão.

Ou seja você só vai começar a entender o porquê da importância do flamenco para a Espanha quando vir, ao vivo e de pertinho, uma performance do gênero.

Apresentação de flamenco na Plaza de España 📷 iamigerbase

Sendo o berço do flamenco, você vai encontrar performances por toda Sevilla, seja pelas ruas ou nos típicos tablados. Um dos momentos mais incríveis de minha viagem foi apreciar uma apresentação de flamenco em plena Plaza de España. Lembrete: esses artistas de rua têm nessas performances seu emprego, então, se você gostou, filmou e se emocionou, é mais do que justo contribuir, mesmo que com alguns centavos.

No bairro de Triana, uma das casas mais tradicionais é a Casa Anselma, que tem suas performances começando em um horário bem espanhol: 23h30! *Momento historinha: infelizmente, não consegui entrar na Casa Anselma, visto que a fila era maior que a quadra do local e a dona Anselma deixou entrar primeiro um pessoal que não estava bem na fila, mas pelo jeito eram seus conhecidos. Meu espanhol não foi bom o suficiente para argumentar com a senhora sevilhana e, junto com muitos outros viajantes que não entendiam o que acontecia, fiquei de fora. Moral da historinha: chegue cedo e fique atento quando o relógio se aproximar das 23h30.

Acabei indo em um bar de flamenco em Triana onde não havia dança, o La Taberna de Reyes. No entanto, a intensidade da cantora já é um espetáculo por si só e o clima familiar e os quadros temáticos na parede fazem da taverna um ótimo lugar para apreciar a música flamenca.

5 – Prove muitas, muitas tapas

Tapas na Taberna Los Coloniales 📷 iamigerbase

Eu sou o tipo de pessoa que, ao olhar o menu de um restaurante, às vezes quer pedir absolutamente todas as entradas disponíveis. Fui então, apenas agora depois de mais de 20 anos vividos, que a Espanha é o paraíso de pessoas como eu, os amantes das pequenas porções que possibilitam experimentar isso e aquilo e mais aquilo e mais aquele outro.

Essa inteligência culinária é chamada tapas, pequenas porções de delícias encontradas nos bar de tapas. A ideia aqui é pedir várias tapas para compartilhar entre várias pessoas (mas admito que algumas vezes as várias tapas eram apenas para mim mesmo) e ir provando de tudo um pouco. Alguns pratos típicos, como a paella, podem ser pedidos na versão tapa ou prato principal, perfeito para quem achar que ainda precisa de mais sustância.

As tapas podem ser batatas bravas, bolinhos de queijo, camarões ao bafo, croquetes, beringela recheda, queijo com pães e geléia, peixe frito… Já está babando? Se sim, compre sua passagem para Sevilla e já pode ir do aeroporto diretamente para a Taberna Los Coloniales, na Plaza Cristo de Burgos. Ali você vai encontrar diversas tapas deliciosas e garçons animados com quem praticar seu portunhol vai ser divertidíssimo.

Paella, croquetes e omelete espanhol, sushi e sanduíche de frango 📷 iamigerbase

E os preços? Bem deliciosos, que nem a comida. Em Sevilla e em locais tradicionais, dá para sair satisfeito gastado em torno de 10 euros, ou bem cheio pagando por 15-20 euros. Uma taça do “vinho da casa” (vulgo a opção mais barata disponível), pode começar em um 1,50 euro. E também não dá para deixar de provar sangria, a bebida nacional da Espanha, feita com vinho tinto, suco de fruta, pedaços de frutas e açúcar.

Mas nem só de tapas se faz a deliciosa culinária de Sevilla! Devido à proximidade com o mar, os pratos com frutos do mar e restaurantes japoneses são numerosos, proporcionando ótimas paellas e sushis. Sabe aquele lugar “bom e barato” que você fica muito feliz de descobrir em uma nova cidade? Para mim esse lugar em Sevilla foi uma pequena padaria/cantina de esquina chamada Pikislabi (Calle Alfonso XII, 34). Ali, um café + croassaint pode sair por 2,50 euros, sanduíches mais simples (feitos com pão fresquinho!) por 2 euros e os mais elaborados por 3 euros. As pizzas, os bolos, os sucos e os smoothies também são baratinhos, sendo, assim, o lugar perfeito para o mochileiro sem grana.

6 – Preste atenção na arquitetura

Metropol Parasol, ou Setas de Sevilla 📷 iamigerbase

Se tem uma dica que eu acho importantíssima ao viajar é: olhe para trás, olhe para os lados, olhe para cima. Às vezes estamos tão focados em encontrar o local X (ou até estressados) que colocamos um cabresto imaginário e olhamos apenas para frente ou para o mapa em nossas mãos. A quantidade de cenários incríveis que perdemos ao fazer isso é a prova que apenas viajar para um local não quer dizer realmente aproveitá-lo.

Em cidades como Sevilla, fruto de milênios de diversos povos de diversas culturas, olhar para todos os ângulos é um dever. Entre um prédio e outro, uma ruela de 1m de largura, no chão, azulejos com temática árabe, em contraste como céu, um sino de igreja entre arabescos coloridos, na janela de uma casa, personalidades do flamenco.

Detalhes e cores intensas de prédios pela cidade 📷 iamigerbase

Para além dos detalhes disponíveis em cada esquina, Sevilla possui construções arquitetônicas imponentes. A Catedral de Sevilla, que começou a ser construiída em 1433, é a maior catedral gótica do mundo e a terceira maior igreja já construída – atrás apenas da Basílica de São Pedro (Vaticano) e da Basílica de Nossa Senhora Aparecida (Aparecida, SP). Acredite, é realmente ENORME. São tantas portas, fachadas, torres, átrios… que, caminhando em seu entorno, você fica perdido o que ainda é a catedral e o que não é. Vale a pena conferir, ainda mais que fica pertinho de várias atrações. Já a Basilica de la Macarena é bem mais recente (começou a ser erguida em 1941) e apresenta um estilo neobarroco com cores intensas (lembrando algumas igrejas de Ouro Preto).

Outra construção de destaque é prédio Edificio La Adriática. O prédio, localizado próximo à Catedral, é de arquitetura eclética que mistura influências islâmicas com o estilo plateresco e foi finalizado em 1922. Então não deixe de parar pertinho e analisar seus diversos detalhes e cores harmoniosas. Já a Universidad de Sevilla tem sua sede no belíssimo prédio da Real Fábrica de Tabacos de Sevilla (de 1770) e pode ser visitada em visitas guiadas. Pertinho da universidade fica o Palácio de San Telmo (hoje um prédio público), de cores chamativas e pórtico cheio de arabescos.

Casa de Pilatos (esq), Edificio La Adriática e uma das muitas fachadas da Catedral 📷 iamigerbase

Ao visitar Sevilla, não dá para deixar de conhecer pelo menos uma das mansões antigas que foram transformadas em museus, como a Casa de Pilatos, o Palacio de las Dueñas e o Palacio Marqueses de la Algaba. Visitei a Casa de Pilatos em uma segunda-feira (dia em que a entrada é gratuita!) e fui surpreendida. De fora, a casa não parece nada especial, então você não espera o luxo e beleza de seu interior, tudo em um estilo que mistura o renascentista italiano e o mudejar espanhol. O local começou a ser construído em 1483, ou seja, antes mesmo da chegada dos Portugueses ao Brasil, fazendo o visitante perceber que algumas pessoas viviam em tal opulência em uma época tão distante. Atente para as estátuas, fontes e azulejos e não se esqueça de olhar para cima: alguns dos tetos são verdadeiras obras de arte.

Quer algo mais moderno? O Metropol Parasol, também conhecido como Setas de Sevilla, foi construído em 2011 com uma arquitetura arrojada e oferece uma ampla vista de Sevilla. Ali de cima, além de se encantar com as curvas e formatos do mirante, dá para perceber o quão plana Sevilla é, pois não há dificuldades para enchergar a maioria dos pontos turísticos. Exerga-se também o rio, as casinhas de Triana e as áreas verdes após o perímetro urgano.

Ou seja, Sevilla é o tipo de lugar que leva qualquer arquiteto à loucura e cativa amadores como eu. Poucos lugares no mundo apresentam marcas tão intensas de diferentes povos, o que mostra que seus habitantes e governantes não tem aquele pensamento de apagar o passado ou manter o purismo de um ou outro estilo arquitetônico. Mantenha seus olhos abertos, sua atenção aguçada e com certeza você vai se encantar com a arquitetura sevilhana.

7 – Conheça os museus

A divertida escultura no jardim do Centro Andaluz de Arte Contemporáneo 📷 iamigerbase

Sevilla possui diversos museus interessantes com arte do mundo inteiro. No centro da cidade e com arte mais clássica, se destaca o Museu de Belas Artes, que, além das diversas obras de arte sacra, ostenta um belíssimo prédio com jardins internos. Aos domingos, uma feirinha na praça em frente ao museu mostra que arte não precisa ser cara ou ficar confinada dentro de museus. Destaque para a série de quadros “Santas de Zurbarán”, do pintor Francisco de Zurbarán, pela inimaginável riqueza de detalhes nos vestidos e objetos das santas.

Já cruzando o canal, na Isla de la Cartuja, fica o Centro Andaluz de Arte Contemporáneo (CAAC), um complexo de diversos prédios e jardins com exposições temporárias. Admito que as exposições que estavam no local quando visitei não ganharam meu coração – porém o passeio não foi em vão pela beleza do museu em si (construído no restaurado Monasterio de la Cartuja e com chaminés de uma antiga fábrica de porcelana) e principalmente por uma estátua gigantesca instalada em um dos prédios históricos, criando uma conversa entre o antigo e o novo e um cenário divertido para fotos e apreciação.

Galeria principal, jardim interno e fachada do Museu de Belas Artes 📷 iamigerbase

Se as exposições do CAAC não encontraram as minhas expectativas, uma sobre Salvador Dalí no Caixa Forum Sevilla foi uma surpresa maravilhosa. O local, localizado em um shopping e com diversas salas e auditórios, traz exposições itinerantes e daquelas bem envolventes. A Torre del Oro (que nas terças-feiras é gratuita e possui um museu naval em seu interior) e o Museo Arqueológico de Sevilla (localizado no belo Parque de María Luisa) também merecem uma visita de quem tem mais tempo na cidade andaluza.

8 – Se divirta com os espanhóis e com os outros mochileiros

Rua próxima à Catedral 📷 iamigerbase

Depois de já ter percorrido alguns cantos desse mundo e conhecido um montão de gente, não tenho medo de afirmar que o povo espanhol é um dos mais divertidos, doidos e criativos do mundo. Minha viagem à Sevilla foi meu primeiro contato com a Espanha e pude confirmar esse sentimento que tinha ao conhecer espanhóis fora de seu território.

Meu “portunhol” se mostrou bem mais afiado do que eu pensava e tive ótimas interações com os locais, sendo os garçons alguns dos mais divertidos e animados que já encontrei – fui chamada de “Señorita!” com tanta alegria, tantas vezes, que, depois de 8 meses morando em Londres, fiquei com saudades dessas interações latinas. Nos finais de semana, a região em torno da Alameda de Hércules fica cheia de gente (mais nas noites quentes, é claro) e grupinhos com música e conversa se formam. Entre latões, grupos tocando violão e cantando, conversas em alto tom, pessoal sentado no chão em roda, me senti quase no Brasil.

Então não tenha medo de praticar seu espanhol e converse com os locais, seja pelas ruas e estabelecimentos ou nos hostels, que estão também cheios de espanhóis explorando seu país.

Hostel One Sevilla 📷 iamigerbase

Quando se viaja sozinho, às vezes pode bater aquela saudade de casa, da família, dos amigos, de um abraço apertado. Então uma das melhores formas de superar os maiores medos de viajar sozinho é ficar em hostels (e juro que não falo isso só por trabalhar no Hostelworld, escolho ficar em hostels há muitos anos!) e simplesmente socializar. Por todo o enorme território espanhol, você vai encontrar hostels incríveis, cheios de mochileiros divertidos e por preços bacaninhas. A cadeia de hostels Hostel One é per-fei-ta para quem gosta de fazer novos amigos durante a viagem, oferecendo, em todos os seus hostels e todas as noites, um “jantar familiar” DE GRAÇA.

Fiquei no Hostel One Sevilla e encontrei um local estiloso, limpo, com uma equipe fantástica e cheio de viajantes simpáticos. O hostel fica em um típico prédio sevilhano, com aquele vão central aberto, um pequeno terraço, um jardim externo, uma cozinha comunitária, uma sala de jogos e uma enorme mesa para os janteres familiares. Com pubcrawls todas as noites e alguns passeios durante o dia, o Hostel One Sevilla é o hostel ideal para quem procura não apenas um local para dormir, mas um adicional para fazer da sua viagem ainda melhor.

9 – Vá a um jogo de futebol

Pela primeira vez na vida, fui a um jogo de futebol na Europa. Meu pai, gremista fanático, ficou primeiramente orgulhoso de mim, mas depois um pouco decepcionado já que torci para o time que jogava de vermelho (cor do maior adversário do Grêmio) e não para o que ostentava um manto azul similar ao gremista. Não poderia deixar, porém, de torcer para o time da casa, o Sevilla Fútbol Club! O jogo aconteceu no Estádio Ramón Sánchez Pizjuán e, embora tenha começado com um gol do time adversário, o Espanyol, garantiu uma vitória sevilhana por 2×1.

Não vou mentir e dizer que foi um dos melhores jogos da minha vida, mas, como gosto muito de futebol, adorei a experiência que teve até cânticos com palmas naquele estilo do flamenco. Acredito, porém, que seja um programa legal para qualquer visitante que tenha mais tempo na cidade, visto o amor que dos espanhóis pelo futebol.

 

📚 Sobre a autora 📚

Iami é uma jornalista brasileira morando em Londres e cansada de ouvir “You don’t look Brazilian”. Ama provar comida de rua, ler na praia e assistir a “Largados e Pelados”. Gostaria de poder morar em Florianópolis, Hanói e Paris ao mesmo tempo. Insta: @iamigerbase.

 

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Sobre o Autor

Iami Gerbase (Hostelworld)

Hi! My (weird) name is Iami and I'm a Brazilian journalist tired of hearing "You don't look Brazilian". I love to taste street food, read at the beach and watch Naked and Afraid. 🌏 Favourite place on earth: Praia de Palmas, SC, Brazil. 🏠 Favourite hostel: Bananas Bungalows, Krabi, Thailand. You can follow my travels on Instagram: @iamigerbase.

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