O que fazer em San Andres

O que fazer em San Andres

Quando estávamos planejando nosso casamento, nossas mentes só pensavam em uma coisa: LUA DE MEL! A ideia de viajar era mais forte do que a de casar (rs).

Nosso orçamento era curto, mas mesmo assim nossa vontade era viajar para fora do Brasil, mais precisamente conhecer o caribe. Aí então começaram as buscar pelas promoções de passagens. Quando surgiu a promo para San Andrés (R$ 1.700 por pessoa, saindo de SP) pegamos na hora.

Nas nossas pesquisas, a ilha San Andrés na Colômbia era o lugar mais acessível do caribe, e um dos mais lindos também. A gente não pode opinar muito porque não conhecemos nada do Caribe, mas a parte da beleza provavelmente está certa.

A ilha é famosa por ter o mar das sete cores, que podem ser facilmente identificadas, do azul mais claro que seus olhos já viram, aos tons mais escuros. Pelo avião já podemos ver a imensidão azul que estava nos esperando, e ficamos boquiabertos vendo aquelas cores do alto.

O caribe colombiano tem águas calmas e claras, por isso San Andrés acaba sendo perfeito para quem quer aproveitar a praia e praticar mergulho. Além de ser um destino famoso pela culinária deliciosa à base de peixes, frutos do mar, lagosta e camarão.

De uma ponta a outra, San Andrés tem apenas 12km de distância, mas apesar de ser uma ilha pequena, não falta opções do que fazer. Além de algumas das praias mais lindas do caribe, a ilha conta ainda com ótimos pontos de mergulho, passeios e atrações culturais, além de várias lojas livres de imposto com preços ótimos, bares e restaurantes.

Cinco dias inteiros são ideais para explorar a ilha, e fazer todos os passeios com calma e sem se cansar. Caso queira conhecer Providencia, que é a ilha vizinha de San Andrés, separe pelo menos dois dias a mais.

O idioma oficial é o espanhol, mas a maioria das pessoas também fala inglês.

Moeda

Qual moeda levar já é sempre uma questão complicada para qualquer viagem internacional, mas San Andrés é um pouco mais chato pois a ilha não tem lá boas taxas de câmbio, principalmente para o real.

Nós levamos quase tudo em dólares, mas não conseguimos uma cotação boa na troca para Pesos Colombianos por lá (e já perdemos um pouco comprando aqui no Brasil). Conseguimos pagar um passeio com dólares, mas a taxa de conversão é sempre pior do que a que você imagina, então… prepare-se para se frustrar um pouco.

Claro, que nada é pior do que você levar reais pra San Andrés, pois certamente irá perder bastante dinheiro na conversão. E também achamos que não é uma boa comprar pesos colombianos no Brasil, pelo mesmo motivo.

Conversando com mais brasileiros que foram para lá, nos falaram sobre a Western Union, que para muitos é a melhor opção. É uma corretora de transferência de remessa financeira, com eles, você envia dinheiro para outras pessoas (ou para você mesmo, no caso) em inúmeros países, inclusive a Colômbia. Ela usa o câmbio oficial e obviamente você paga uma taxa pela transferência, mas você realiza o saque no destino em moeda local. Muita gente falou da WU para a gente, vale a pena dar uma pesquisada. 🙂

Claro que além disso, pode valer a pena você usar o cartão de créditos, se o dólar não estiver oscilando muito, a cotação muitas vezes é melhor do que na troca de dinheiro vivo. E você ainda pode acumular umas milhas. 🙂

Onde ficar em San Andres

Hostel El Viajero

Nossa primeira decisão, antes mesmo do roteiro, foi onde nos hospedaríamos.

Queríamos um lugar animado, caloroso e com mais pessoas. Já tínhamos visto o relato de outras pessoas sobre o hostel El Viajero, e ficamos apaixonados pelo lugar de cara.

O hostel é ótimo, tem vários espaços de convivência, internet em todas as áreas e ar condicionado em todos os quartos. Fica em um prédio com 5 andares e é bem localizado, tem mercado e farmácias por perto, e fica a poucas quadras do centrinho e da praia central.

Pegamos um quarto privativo, no primeiro andar, super espaçoso e com banheiro privativo. Único detalhe é que chuveiro tem apenas água fria, o que não nos incomodou, porque faz tanto calor na ilha que água fria é bem-vinda.

Os funcionários são muito queridos e solícitos, nos ajudaram com todas as dúvidas que tivemos. Aliás, muitos passeios podem ser feitos na recepção, diretamente com o pessoal do hostel, inclusive aluguel de carrinho de golf.

O último andar tem uma vista muito bonita da ilha, e é lá que é servido o café da manhã, que é muito bom por sinal, bem completinho. Também no último andar fica o bar, que abre todos os dias e tem música ao vivo para os hóspedes curtirem a noite.

Faça a sua reserva no Viajero San Andres Hostel aqui 

Visto, taxas e vacina obrigatória

Não é necessário visto para entrar no país, desde que a viagem seja a turismo e por um período de até 90 dias.

Os brasileiros podem entrar no país com passaporte OU carteira de identidade recente e em bom estado de conservação. A Colômbia não exige passaporte para entrar, mas é importante prestar atenção se seu voo faz conexão em algum país que exija, como Panamá por exemplo, ele será pedido no momento do embarque ainda aqui no Brasil. Ou seja, só use o RG em voos diretos.

Para entrar em San Andrés, é preciso pagar a “tarjeta turismo”, que é uma taxa obrigatória para ingressar na ilha. É possível compra-la no guichê da companhia aérea ainda no Brasil, ou no aeroporto da conexão. A tarjeta é um formulário que você preenche com seus dados pessoais e do voo e apresenta na entrada e na saída da ilha. Custa 109.000 pesos colombianos (algo em torno de R$130,00 por pessoa).

A vacina contra febre amarela é obrigatória na Colômbia. Sem o certificado internacional de vacinação você não embarca, é um dos documentos mais importantes exigidos. Lembrando que a vacina contra febre amarela leva 10 dias para fazer efeito, então se você tomar ela hoje, o certificado só vai valer para daqui a 10 dias. Por conta disso é muito importante se programar com antecedência.

Dia 1

No primeiro dia chegamos muito cansados e fazia muuuito calor. Demos uma voltinha a pé mesmo pelo centro, paramos pra almoçar e depois voltamos pra descansar no hostel.

De tão cansados acabamos dormindo e acordamos quando já estava anoitecendo… aproveitamos pra conseguir todas as informações sobre os passeios e transportes com as meninas do hostel.

Saímos a pé durante a noite pra conhecer mais do centrinho e, como gastamos demais com o almoço, comemos um hot-dog baratinho em uma padaria/sorveteria por lá. Mais tarde ainda fomos no bar do hostel, que tinha um som ao vivo e é muito divertido.

Dia 2 – Volta na Ilha

E parece que foi um castigo por termos dormido quando chegamos, o dia seguinte amanheceu chovendo e com o tempo bem fechado. 🙁

Mas… Resolvemos alugar um carrinho de golf (120 mil COP) e fomos dar a volta na ilha com chuva mesmo. Acreditamos que essa é a melhor opção de transporte na ilha de melhor custo benefício. Por todo lado tem aluguéis desses carrinhos, e o preço é basicamente o mesmo em todos.

A primeira parada foi no Casa Museo Isleña que é basicamente uma residência típica com os cômodos e móveis que retratam a cultura e tradições que faziam parte dos moradores da época.
Pagamos 10 mil COP por pessoa para entrar, e sinceramente, não curtimos muito não.

Logo mais à frente, fica a Cueva de Morgan, que é um ponto turístico histórico de San Andrés. Além da cova (que a história conta que o Pirata Henry Morgan escondeu um tesouro), o espaço ainda conta com algumas casas museus que contam um pouco mais da história da ilha. Passamos pela Cueva de Morgan quando estava chovendo a entrada estava meio caótica, e como não ouvimos falar muito bem da atração, resolvemos seguir sem visitar dessa vez.

Quando seguimos um pouco mais, o tempo já abriu e paramos em uma praínha pra experimentar o mar do Caribe e fazer algumas fotos. O tempo ficou bom e deu pra dar a volta em toda ilha com sol.

Fizemos uma parada rápida para conhecer o Hoyo Soplador, que nada mais é que um buraco no meio das pedras, onde sai um jato de água que vem da força das ondas do mar que quebram logo abaixo dele. A entrada é gratuita, mas tem várias tendinhas no local que induzem a comer ou beber algo, que é bem caro… e não muito bom. Também não vimos nada demais nesse lugar, então não sugerimos como prioridade de visita.

La Piscinita

Chegamos na Piscinita no fim do dia, mas deu pra aproveitar bastante. Não é uma praia, mas um pedacinho do mar que é mais calmo e com aquela água linda e cristalina de San Andrés, ideal pra ver os peixes e praticar snorkel.
O lugar tem uma estrutura de restaurante, e aluga máscaras de mergulho e colete pra quem quiser por cerca de 15 mil COP cada. Como chegamos mais pro fim do dia, quase não tinha ninguém e aproveitamos bastante. Recomendamos!

DIA 3 – El Acuario + Johnny Cay

No terceiro dia nos programamos para conhecer o Aquário e a Ilha de Johnny Cay. Pegamos o tour direto de onde saem os barquinhos e pagamos 25 mil COP + 8 mil COP por pessoa para a taxa da Johnny Cay.

O Aquário é lindo, é uma ilhota cercada por corais que formam piscinas naturais perfeitas pra ver os peixinhos (e peixões) com snorkel. Grande parte do Aquário é formado por águas rasas, e mesmo assim com uma grande quantidade de peixes.

O lugar é bem pequeno, mas com estrutura pra tudo o que um turista precisa: Comida, bebida, banheiro, aluguel de equipamento de mergulho, de sapatinhos, venda de artesanato e tudo mais.
Mas lembre-se, lá você só não paga pelo ar que respira haha. Quando chegamos, precisamos guardar nossas coisas, já cobram 10 mil COP, depois precisamos daqueles sapatinhos pra não cortar os pés (ESSENCIAL), lá se foram mais 10 mil COP cada, se não tivéssemos comprado o kit de mergulho já se ia mais 15 mil COP,  e por aí vai… então: VÁ PREPARADO(A)

Ao lado do Aquário, tem uma ilhota chamada Haynes Cay, que você pode ir a pé e é muito bonita. Nós fomos pra lá relaxar e comer alguma coisinha no Bibi’s Place, com uma boa comida, bom atendimento e ótimos drinks.

Saindo do Aquário, rumamos para Johnny Cay, um dos pontos mais esperados da trip.

A ilha é maravilhosa, mas como chegamos após o meio dia, estava completamente lotada, sem chance de ficar na praia, por isso muita gente recomenda pegar o passeio pra lá de manhã cedinho.
Os guias nos levaram até um restaurante e explicaram como funciona tudo, os valores não são baratos: cerca de 20 mil COP pra alugar cadeiras e sombreiros, em média 30 mil COP pra almoçar.

Em meia hora nós demos a volta na ilha, e é realmente muito linda. Depois ficamos vagando, comendo e apreciando. Tem uma área verde no centro com muitos coqueiros, várias iguanas, e por todos os lados, aquele mar de todos os tons de azul, é paradisíaco mesmo!

Mergulho

No quarto dia, tivemos a melhor experiência de toda viagem. Tínhamos muita curiosidade em mergulhar, então depois de algumas pesquisas, nos indicaram o pessoal da Ocean House (@oceanhouse.sai), que tem um atendimento personalizado, onde o instrutor atende até no máximo 3 pessoas. O preço era um pouco salgado, 160 dólares nós dois com foto e vídeo incluso, mas já adiantamos que vale cada centavo.

Nesse valor está incluso uma aula prática na piscina, para se familiarizar com o equipamento, e aprender algumas técnicas antes de ir pro mar de verdade.

São 45 minutos em baixo da água, mas quando se está lá em baixo parece que o tempo para. É só você e aquela imensidão, chegamos a 13 metros abaixo da água, em um silencio quase que absoluto, interrompido apenas pelo som do oxigênio enquanto respiramos.

Mergulhar foi como estar em outro planeta, sentir o corpo flutuar é uma sensação indescritível. Com as águas cristalinas e uma vida marinha muito rica, San Andrés é um lugar perfeito para o mergulho. Encontramos uma variedade gigante de peixes coloridos, lindos corais, de várias formas e tamanhos, arraias e até encontramos uma tartaruga.

West View

Depois do mergulho, como ainda estava cedo, alugamos novamente um carrinho de golf, e fomos dar outra volta pela ilha e conhecer o West View no final da tarde. Pagamos 5.000 por pessoa para entrar, e ganhamos um pedaço de pão cada um para atrair os peixes.

É muito parecido com a Piscinita, o que difere é um trampolim de 7 metros de altura, e um tobogã que cai direto no mar. É também um ótimo lugar para fazer snorkel, com a água clara e vários peixes.

É em West View que se pode fazer o mergulho com capacete, o Aquanautas. Com ar comprimido, se desce até seis metros de profundidade. Como fizemos o mergulho com cilindros, não foi um passeio que nos atraiu muito.

No nosso quinto e último dia, queríamos ter feito o voo de Parasail, mas não conseguimos porque nosso voo saía as 13hrs no quinto dia, e os horários do passeio não bateram. Mas é uma das atividades mais recomendadas e parece ser umas experiência incrível. Nesse passeio você sobrevoa o mar pendurado num paraquedas atado num barco, custa em média 160.000 pesos.
Vale a pena separar um tempo pra esse passeio também.
Então, passamos a manhã na praia principal de San Andrés, a Spratt Bight, ou Peatonal. A praia com certeza é maravilhosa, o mar é calmo e raso, com a água numa temperatura muito agradável, e claro, os diversos tons de azul estão ali presentes sempre.

Gastronomia

Por ser uma ilha, os pratos principais da culinária de San Andres têm como base peixes e frutos do mar. O prato típico da ilha é o Rondón: peixe, caracol, rabo de porco e banana frita no leite de coco. Não deixe de provar também o arroz de coco e o drink coco loco, que são cartões postais de San Andres.

Há muitas opções de restaurantes em San Andres, dos mais refinados aos mais simples. O La Regata, é um dos restaurantes mais famosos do local, conhecido pelos pratos deliciosos e ambiente todo decorado. É um ótimo lugar para ir durante o dia para apreciar a vista do mar, e a noite, quando ele fica todo iluminado.

Próximo ao La Regata, outro lugar interessante é o Gourmet Shop Assho, em frente à Praça da Barracuda. É um misto de bar e restaurante, ótimo lugar para tomar um vinho. O cardápio é bem completo, entre frutos do mar, carnes e sanduíches.

O restaurante Bocca de Oro também é uma ótima opção de atendimento e comida excelentes. Pedimos dois pescados, que acompanhavam batata frita e arroz de coco e três sucos de laranja, e deu 116.000 pesos. Os valores não são muito baixos, mas pela comida vale muito.

Um bom lugar para comer hamburger, porções e tomar bons drinks, é o Beer Station. Comida boa, lugar aconchegante e bons preços. No CafeCafe tem um cardápio variado entre massas, pizza, lasanha, e vários tipos de cafés.

Noite

Para curtir um reggaeton a noite, uma boa opção de boate é o Coco Loco, que funciona todos os dias. Fomos bailar na última noite, a entrada para mulheres era gratuita, e os homens pagavam 20.000 pesos.

Dicas finais

– Se puder, leve óculos de mergulho e snorkel, pois é a principal atividade por lá. Mesma coisa com os sapatinhos de borracha, se você já tiver, leve pois vai ser muito útil.

– Pesquise sobre a Western Union para transferir seu dinheiro e não sofrer com as taxas de câmbio de lá.

– Não se frustre com a estrutura hoteleira da ilha, locais sem banhos quentes e chuveiro com água salgada são normais por lá.

– Se chover, não desanime, são chuvas rápidas e passageiras, não vão estragar sua viagem.

– Leve chapéu e filtro solar e passe TODA HORA.

– Se você é apaixonado por fotografia como a gente, consiga um Dome + Gopro pra tirar aquelas fotos metade dentro e metade fora d’água. J

Confira o vídeo no Youtube

📚 Sobre os viajantes 📚

Somos Eduardo Ely e Sara Heffel, catarinenses de Chapecó, apaixonados por viagens de carro, estamos sempre planejando nossa próxima trip. Viver novas experiências, conhecer novas pessoas e culturas e enfrentar o desconhecido nos motivam a seguir em frente. Eduardo, é designer e ilustrador, e a Sara é fotógrafa. Somos freelancers e trabalhamos em casa.

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Sobre o Autor

Laura Carniel

I'm Laura, Brazilian, and I'm obsessed with dogs, films, sharing good stories with friends and discovering quirky places. Social Media & Content Executive and #HostelworldInsider at Hostelworld. 🌏 Favourite place on earth: London, UK. 🏠 Favourite hostel: Oki Doki Hostel - Warsaw, Poland. Follow my travel adventures and loads of dogs on Instagram @astaclivo 🐶✈️

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