A melhor road trip nos Estados Unidos

A melhor road trip nos Estados Unidos

Todo mundo ama as road trips nos Estados Unidos que vemos nos filmes desde criança.Você pode ser daqueles que ama o conforto do país acima de tudo, ou pode ser desses que tem um pouco de preconceito contra o estilo de vida americano e não tem muita vontade de viajar por lá, mas uma coisa é certa: alguma vez na vida você já sonhou em pegar as clássicas estradas que crescemos assistindo nos filmes  e fazer uma memorável road trip nos Estados Unidos.

Espalhar suas coisas pelo carro, escancarar as janelas para sentir o vento no rosto e cantar alto ao som de Led Zeppelin e outros clássicos que te embalam pelas várias horas de estrada. Parar nas lanchonetes de beira de estrada com uma atendente que parece ter saído da sessão da tarde, cumprimentar o xerife de um vilarejo com seu carro antigo que lhe parece super familiar, gritar alto para escutar o próprio eco do alto de uma montanha ou da vastidão de um deserto… tudo parece um filme, exceto pelo fato de que agora você que é o protagonista dessa história!

E o destino?!
Califórnia e Arizona!

Nossa expert em viagens Patricia Schussel, que não passa uma viagem sem usar o Hostelworld, acabou de realizar essa viagem dos sonhos de tanta gente e veio aqui nos contar como foi e encher de dicas para quem está planejando uma road trip nos Estados Unidos. Olha só! 🙂

“Minha porta de entrada nos Estados Unidos foi por Los Angeles, para onde há voos diretos saindo de São Paulo diariamente. Os voos para LA costumam ser mais baratos do que outras grandes cidades próximas, como São Francisco ou Las Vegas, especialmente na época do ano que viajei, entre Setembro e Outubro, que é baixa temporada em ambos os países, mas é sempre bom dar uma conferida em todas as opções.
Los Angeles em si não é uma cidade muito legal, tudo é muito distante e o trânsito é uma verdadeira loucura, mas tem belas praias e uma diversidade cultural bem interessante. O motivo de Hollywood ter escolhido Los Angeles pra chamar de casa é principalmente por conta do clima estável, seco e ensolarado, mas também por sua localização geográfica que é bastante estratégica para diferentes cenários e paisagens cinematográficas – e o mesmo valeu para o roteiro da minha viagem.

 O Roteiro:

Los Angeles ➡ Flagstaff ➡ Las Vegas ➡ Yosemite ➡ São Francisco ➡ Big Sur ➡ Los Angeles

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Los Angeles para Flagstaff:

Chegando no aeroporto de Los Angeles, já retirei o carro que eu tinha alugado em uma das diversas locadoras disponíveis e fui direto pra estrada rumo ao primeiro destino: Flagstaff. Meu amigo que iria viajar comigo tinha chegado em LA um dia antes e já estava descansado, portanto optamos por pegar estrada direto do aeroporto para ganharmos o dia.

A viagem foi mais longa e cansativa do que eu imaginava, principalmente depois de 12 horas de voo, mas valeu a pena porque no dia seguinte acordamos com mais tempo para decidir o que fazer. Normalmente eu gosto de viajar com pouco ou quase nenhum planejamento, prevendo apenas as cidades e hosteis onde irei dormir, sempre levando em conta as avaliações que constam no Hostelworld. Prefiro viajar assim, para ter a liberdade de mudar de plano conforme as condições climáticas. Se eu gostar mais ou menos de algum lugar, ou qualquer outro fator que possa alterar a ideia inicial, e usando o Hostelworld eu tenho a vantagem de pagar uma pequena taxa a mais para poder ter a flexibilidade de cancelar ou reagendar minhas reservas quantas vezes eu quiser, usando o dinheiro do depósito como crédito para as próximas estadias.

No caso de Flagstaff, eu sabia que a cidade ficava no meio do caminho entre os dois lugares que eu mais queria visitar na região: uma das entradas do Grand Canyon e a cidade de Page, que é porta de entrada para o Antelope Canyon e Horseshoe Bend. Sendo assim, fazia todo sentido me hospedar lá e optei pelo hostel mais bem avaliado que encontrei, o “Grand Canyon International Hostel”. É importante ressaltar que, tanto em Flagstaff quanto nas demais cidades próximas ao Grand Canyon, há pouquíssimas opções de hostels e nestes casos é fundamental efetuar a reserva com uma certa antecedência, especialmente se viajar em alta temporada.
No primeiro dia fomos visitar um lugar que eu sonhei em conhecer por muitos anos e que, ainda assim, me surpreendeu se tornando um dos grandes destaques da viagem: o belíssimo Antelope Canyon, conhecido como o lugar mais fotogênico dos Estados Unidos, e o imponente Horseshoe Bend, uma pedra gigante que divide o rio Colorado em forma de ferradura [daí a origem do nome] transformando-o em um verdadeiro espetáculo da natureza.

Onde se hospedar em Flagstaff: Grand Canyon International Hostel

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Antelope Canyon

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Horseshoe Bend

Claro que, quando dependemos da ajuda da natureza, estamos viajando no campo do imprevisível, e nossa tão esperada visita ao Grand Canyon acabou sendo um pouco frustrante por conta disso. O tempo virou no dia seguinte e o lugar que nunca vê chuva nessa época do ano amanheceu debaixo d’água e completamente encoberto por nuvens.
Acabou sendo uma experiência diferente e interessante ver o Grand Canyon com um ar meio místico por entre as baixas nuvens que vagavam lentamente entre as paredes de pedra, mas o plano inicial de fazer uma das incontáveis trilhas para explorar o maior canyon do mundo, não foi possível por conta da falta de visibilidade e do caminho escorregadio.

Dica importante: para quem pretende visitar mais de dois parques nacionais ou tem dúvidas quanto à isso, compensa comprar o passe anual, que te dá direito a entrar quantas vezes quiser em qualquer parque nacional dos Estados Unidos pelo período de um ano. O valor da entrada normal de cada parque gira em torno de US$30 à US$40 por veículo (ou grupo de 5/6 pessoas) e te dá o passe por uma semana, enquanto o passe anual custa US$80 por veículo (ou grupo). A administração dos parques não costuma oferecer essa alternativa pois poucos turistas estrangeiros compram, mas para adquirir o passe anual, basta solicitar na entrada do parque e levar ele sempre com você.

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Horseshoe Bend

Flagstaff para Yosemite, via Las Vegas:

Como a previsão do tempo no Grand Canyon não parecia querer mudar nos próximos dias, saímos de Flagstaff rumo ao Yosemite National Park um dia antes, diretamente depois de visitar o Grand Canyon. Essa é uma viagem extremamente longa, então tivemos que parar no meio do caminho pra dormir e Las Vegas era a parada mais conveniente (ou quiçá a única opção) entre as longas horas de estradas remotas que cruzam o estado do Arizona para a Califórnia.. Me hospedei no “Sin City Hostel”, que tem um ótimo custo/benefício.
Las Vegas é uma cidade que eu não recomendaria para quem prefere destinos de natureza, como eu, então certamente eu não sou a melhor pessoa para falar sobre a cidade e vou deixar para quem gosta e entende do assunto.

No dia seguinte logo cedo peguei estrada rumo ao Yosemite passando pelo Death Valley. É realmente impressionante mudar do deserto para as montanhas em poucas horas, não somente pelo contraste dos cenários e vegetação, mas pela temperatura, pela densidade do ar e até pela energia das pessoas. Essas estradas deixam clara a diferença entre optar por fazer uma road trip nos Estados Unidos ou voar para conhecer as cidades principais sem grandes aventuras.

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É muito importante começar a viagem bem cedinho, principalmente se você for como eu que quer parar centenas de vezes na estrada para fotografar. Digo isso porque nos atrasamos um pouco para sair e acabamos tendo que dirigir por algumas horas dentro do Yosemite na escuridão total em curvas bem sinuosas e com o máximo de cuidado com os animais selvagens que podem cruzar a pista.

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Yosemite à noite

Fiquei hospedada fora do parque no único hostel que existe na cidadezinha de Groveland, chamado “Yosemite International Hostel” – achei uma graça e bem aconchegante, estilo casinha rústica de inverno. Foi curioso porque este hostel não estava com uma boa nota aqui no Hostelworld, mas eu adorei, por isso é super importante ler as avaliações para entender melhor o motivo da nota e não se basear somente nos números. O único inconveniente é a distância que você tem que percorrer todos os dias levando cerca de 1 hora até a entrada do parque, mas a economia ainda vale a pena porque tudo dentro do parque é absurdamente caro!
Super importante: como há pouquíssimas opções de hosteis na região, recomendo muito que faça sua reserva com algumas semanas de antecedência para garantir um lugar para dormir.

O Yosemite é um show à parte, foi sem dúvidas o lugar mais incrível de toda a viagem – fiquei 4 dias no total e achei um bom tempo para explorar o parque.

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Yosemite

Onde se hospedar em Yosemite: Yosemite International Hostel

Yosemite para São Francisco: 

A viagem de Groveland, a cidade onde eu estava hospedada, até San Francisco é muito tranquila e relativamente curta. Saí pela manhã da cidade sem entrar no Yosemite para tentar chegar em tempo para o pôr do sol em SF, e acabei chegando antes do esperado.

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Pôr do sol em São Francisco

San Francisco é uma cidade super legal em todos os aspectos e acho difícil não gostar de lá, mas prepare o bolso porque o custo de vida em San Fran é absurdamente caro. Fiquei hospedada no “Green Tortoise”, um hostel com uma estrutura impressionante que consegue fazer uma combinação bem difícil de funcionar, misturando um ambiente de festa sem comprometer o sossego e a segurança dos hóspedes. Recomendo! 🙂

O único grande inconveniente da região do hostel e da cidade como um todo para quem está viajando de carro é achar local para estacionar – SF definitivamente não é uma cidade feita para quem tem carro. Isso acaba estragando um pouco teu humor depois de algumas horas rodando sem sucesso ou passando medo de ser guinchado à qualquer deslize.

Onde se hospedar em São Francisco: Green Tortoise

São Francisco de volta para Los Angeles, via Highway One:

Está aqui uma outra parte da viagem que explica muito bem o motivo de optar por uma road trip nos Estados Unidos. Pegar um carro e cruzar este trecho da clássica Highway One é o sonho de muita gente, e não é por acaso! Fiz a rota em 2 noites e 3 dias no total, mas eu admito que minha vontade era ter ficado muito mais e foi uma pena que me faltou tempo para isso.

No primeiro dia da viagem, o tempo resolveu virar e mostrar o outro lado famoso da costa californiana, que é quando a neblina toma conta. Desde San Francisco, passando por Point Reyes até chegar no destino final, o Pigeon Point Lighthouse, curti um cenário completamente diferente, um tanto melancólico porém lindo ao mesmo tempo, e ao contrário do que é de se esperar, foi um dos dias mais mágicos de toda a viagem e a neblina deu um clima ainda mais especial para as longas horas de estrada.

Minha primeira parada foi no “Pigeon Point Lighthouse”, que é o nome do farol e o nome do hostel onde fiquei também. A grande maioria das pessoas que param alí não fazem ideia de que aquilo também é um hostel e não apenas um mirante para belas fotos, mas eu só tenho a agradecer por isso, já que acabei ficando em um quarto todinho só pra mim dentro de uma casa de madeira pra lá de aconchegante cercada por uma linda vista para o mar.
Sabe quando um lugar não tem nada e tem tudo ao mesmo tempo?! Esse foi o sentimento de dormir alí, quase na beira da estrada sem nenhuma infra-estrutura ao redor e acordar com o barulho relaxante do mar misturando-se com o som das focas e baleias, que são visitantes frequentes por alí.

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Hostel: Pigeon Point Lighthouse

No segundo dia de Highway 1, o tempo se abriu completamente e pude aproveitar o famoso Big Sur ensolarado, o trecho mais deslumbrante do litoral californiano, passando pela charmosa cidade de Carmel e outros vilarejos no caminho até a “Bixby Creek Bridge”, onde parei para curtir o visual com mais calma até o sol se esconder no mar.
Curtir o pôr do sol dalí é uma experiência incrível e a sensação é a de estar dentro de um cartão postal, mas o lado negativo foi que acabei perdendo a vista linda do resto da estrada pois viajei mais algumas horas até San Luis Obispo durante a noite e não há outro lugar para parar até lá. Me hospedei no “San Luis Obispo Hostel” que mais parece uma casinha de vó que te dá aconchego no meio da viagem – adorei!

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O terceiro e último dia da viagem pela rota 1 antes de chegar em Los Angeles foi o mais tranquilo de todos mas também menos impressionante, já que a estrada a partir desse ponto não pega tanto o litoral. Passei a maior parte do tempo conhecendo Santa Bárbara, uma cidade muito gostosa e de lindas praias que já fica no caminho para Los Angeles, onde encerrei a viagem com mais uns dias de passeios por lá.

Onde se hospedar na estrada entre São Francisco e LA: Pigeon Point Lighthouse e San Luis Obispo Hostel

O destaque da viagem:

Em uma viagem como esta, é um pouco difícil escolher um lugar favorito, mas claro que alguns momentos são mais marcantes que outros.
Pra mim, um dos momentos mais incríveis da viagem foi uma das trilhas que fiz no Yosemite chamada “4 mile trail”, uma trilha bastante cansativa com cerca de 4 horas de subida constante para chegar no Glacier Point, o lugar onde todo mundo se reúne para apreciar os tons avermelhados do pôr do sol refletindo no topo das montanhas. É possível chegar facilmente neste mesmo lugar de carro, mas o sentimento de subir aquela montanha inteira perdendo de vista a base de onde você começou é muito mais gratificante e o dia se encerra de um jeito muito mais especial. Depois disso, a noite cai e algumas pessoas ainda resistiram ao frio para esperar um show de constelações e a via láctea que dá as caras logo em seguida.”

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E aí? Ficou com vontade de largar tudo e se jogar nessa viagem também?

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Sobre o Autor

Carol Guido

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5 Responses to “A melhor road trip nos Estados Unidos”

  1. Boa tarde!

    Quantos dias durou a viagem? Quantos dias ficou em cada lugar? Tem uma estimativa de gastos totais?
    Obrigado!

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