Oito motivos para incluir Lima no seu mochilão pelo Peru

Oito motivos para incluir Lima no seu mochilão pelo Peru

Lima é uma cidade incrível que acaba sendo ofuscada (como todo o resto do país, na verdade) pelo brilho de Cusco e Machu Picchu, estrelas do turismo no Peru. É muito comum que os viajantes não incluam capital peruana no roteiro, ou passem por lá o menor tempo possível entre um vôo e outro.

Migos mochileiros, não cometam esse pecado! A segunda maior cidade da América do Sul, Lima é moderna e histórica ao mesmo tempo, tem uma vida noturna agitada, hostels para todos os gostos e bolsos, museus maravilhosos, um centro histórico hermoso. Se nada disso te convenceu, visite Lima só para comer (eu já fiz isso e não me arrependo), a gastronomia peruana é conhecida mundialmente e Lima tem desde restaurantes estrelados que valem a pena cada centavo a comidinhas caseiras deliciosas com aquele preço mochileiro que a gente adora.

No bairro boêmio de Barranco

Aqui estão oito motivos para incluir Lima no seu mochilão pelo Peru AGORA!

1 – Você vai comer (muito) bem sem gastar uma fortuna

Como assim, outra vez comida como motivo para visitar Lima?? Sim, a gastronomia de lá é tão maravilhosa que merece repeat.

A boa cozinha peruana vai além dos restaurantes com estrela Michelin e a capital conta com dezenas de opções deliciosas que cabem no orçamento mochileiro. Uma coisa que me encantou em Lima foi que você pode entrar sem medo de ser feliz em praticamente qualquer restaurante: a comida vai ser boa. Mesmo nos lugares mais simples o ceviche é fresco, o ají de gallina (um frango desfiado com molho cremoso de temperos regionais) é delicioso e o lomo saltado (um tipo de filé trinchado) vem temperadinho no ponto certo. Impossível não morrer de amores.

Os restaurantes mais populares costumam servir no almoço o menú del día, com algumas opções de entrada + prato principal + suco por um valor entre 10 e 20 soles. Procurando com carinho dá pra achar um menu gostoso por até 8,50, mas é bom reservar pelo menos 10 soles no seu orçamento para almoçar.

Um restaurante autoral mas com preços bastante acessíveis é o El Bodegón, em Miraflores. É um dos menos famosos da rede do Gastón Acúrio – nessas horas que eu agradeço por ter amigos locais maravilhosos e que também amam de comer. Os pratos principais custam de 29 a 39 soles. O arroz con chancho a la antígua que eu pedi era tão grande que eu não dei conta de comer tudo. Dica: o restaurante é bem pequeno (e cheio de fotos antigas, parece uma casinha de vó, fofo!) mas bastante pop. Chegue cedo e prefira visitar durante a semana, aos sábados e domingos a fila de espera dobra a esquina.

2 –  Larco: um museu pré-colombiano que sozinho já valeria uma visita à capital

O Larco é um dos principais museus arqueológicos da América Latina e conta com mais de 45 mil peças – é impressionante a quantidade de artefatos, são paredes do teto até o chão com cerâmica incaica e pré-incaica, além de deslumbrantes máscaras de ouro puro. Eu fiquei muito admirada como as peças estão bem conservadas – tem utensílios de cozinha com dois mil anos de idade que estão em melhor estado que as coisas da minha casa, inclusive.

O museu é super didático, as peças são expostas em ordem cronológica e com cartazes explicativos (que você não morre de tédio lendo, isso é importante). A exposição termina com a curiosa galeria de cerâmica erótica com peças retratando casais de homens, de mulheres, casais héteros e cenas de humanos com criaturas do mundo superior e do submundo – em todas as posições possíveis e imagináveis. Divertidíssimo.

A área externa do museu (que ocupa um casarão do século XVIII) é muito agradável, com um jardim suuuperflorido (antes mesmo de entrar no museu eu já tinha batido trocentas fotos). O café e restaurante do museu é um charme, com uma varandinha linda frente ao jardim e cardápio feito pelo bambambam da gastronomia peruana Gastón Acúrio.

3 –  Virar criança no Circuito Mágico del Água

O Parque de la Reserva é um BBB por excelência: bom, bonito e barato. Está no Guinness Book, o livro dos recordes, como o maior complexo de fontes de água do mundo. Conhecido como Circuito Mágico del Água, o parque funciona de terça a domingo, de 15h às 22h30 e conta com dezenas de fontes que além de lindas, são interativas, formam túneis e labirintos onde é impossível não virar criança novamente.

 

Às 19h15, 20h15 e 21h30 a Fonte da Fantasia exibe um show holográfico, onde imagens são projetadas nas cortinas de água, acompanhadas de música. Mesmo para quem acha essa parte da holografia meio brega (sinceramente, eu achei) vale a pena a visita para ver as fontes fora do show, iluminadas e que se movimentam acompanhando a música clássica ao fundo.

A entrada custa só quatro soles e o parque fica a 3,5 da Plaza de Armas, acessível por transporte público ou em uma corrida baratinha de uber ou táxi.

4 -É mais fácil e barato resolver questões práticas, como câmbio de moeda e chip de celular

Câmbio: Nas grandes cidades, a cotação costuma ser mais favorável para o comprador, então fazer o câmbio em Lima é mais barato que em Cusco, por exemplo. Quanto menor a cidade, mais caro costuma ser o câmbio. Em Lima, as casas de câmbio estão concentradas na Avenida Pardo, perto do Óvalo de Miraflores.

Além disso, no Peru as casas de câmbio operam preferencialmente com dólar. Para quem tem euros ou reais é possível trocar em Lima, ainda que com uma taxa um pouquinho menos vantajosa que o dólar. Já em cidades menores as casas de câmbio não trabalham com outra moeda que não seja a americana.

Aproveite a sua estadia em Lima para trocar todo o dinheiro necessário para o tempo que você vai passar no país e comece a sua viagem economizando.

Chip: comprar um chip de celular vai ser o dinheiro mais bem gasto da sua viagem. Por cinco soles você compra um chip da Bitel, que vem com dois dias de internet grátis – e as recargas são a partir de cinco soles. Com 3g você pode usar uber para se deslocar (que são mais baratos e mais seguros que os táxis) e se orientar pelo Google Maps (muitas vezes dois lugares estão a uma distância caminhável e a gente gasta com uber o táxi porque não sabia disso). Em Lima, tem um monte de quiosques e lojas das várias operadoras de celular (Bitel, Movistar, Claro e Entel) espalhados por Miraflores, pelo centro histórico e pelos vários shoppings da cidade – mais conveniente impossível. Nas cidades menores é mais difícil achar essas lojas – e muitas vezes uma cidade não tem de todas as operadoras.

5 –  Você pode curtir uma noite incrível em Barranco, o bairro boêmio

Assim como o bairro do Rio Vermelho, em Salvador, Barranco era até meados do século passado uma área de veraneio para os moradores da cidade (as famílias tinham casa de praia lá) e depois se converteu em um bairro boêmio cheio de restaurantezinhos charmosos, bares descolados, cafés e ateliers de arte.

 

Em Barranco vale perambular pelas ruazinhas de casas coloridas, ver os graffitis nas paredes  (e tirar aquela foto mara para o Instagram), tomar um pisco sour nos barzinhos, jantar em um dos inúmeros restaurantes da região, visitar os antiquários e galerias de arte ou ver o sol se por no Pacífico. Só não vale deixar de visitar esse bairro que é um misto de praia, vida noturna, gastronomia e arte: um must-do na capital peruana.

Um dos destaques de Barranco é Ayuhasca, um barzinho hype que merece a visita até para  aqueles que não curtem badalação. Instalado em uma casona colonial, cada um dos doze ambientes tem uma decoração diferente e muitas vezes curiosa. Aqui cada drink é um flash.

6 – Hostels com aulas de culinária, fotografia e um autêntico café-da-manhã peruano (e muito mais!)

Os hostels de Lima tem toda uma programação para transformar o viajante em um autêntico peruano – ou pelo menos deixá-lo apaixonado pelo país. O Poll Paradise, além de uma área maravilhosa de piscina (como o nome sugere) oferece praticamente todos os dias aulas gratuitas de culinária ou free walking tours pela cidade.

Kaclla é o nome em quechua do tradicional cão pelado peruano, que por ter uma temperatura corporal superior aos outros cachorros, era usado pelos povos andinos para cura de enfermidades e tratamento da dor. Essa é a proposta do Kaclla Hostel, um lugar relaxante, onde o viajante pode entrar em contato consigo mesmo e com a cultura peruana. O farto café-da-manhã, incluído na diária, oferece delícias típicas peruanas como o pão andino, natillas e manteiga de amendoim caseira.

O Tierras Viajeras não fica em uma região tão central, mas é o hostel perfeito para quem gosta de cultura, arte e gastronomia. O dono Henry tem as melhores dicas de Lima, de acordo com os interesses do viajante. O hostel promove saídas fotográficas, workshops de culinária e ensina você a preparar aquele pisco sour sucesso!

7 – Você vai conhecer de perto a estrelada gastronomia peruana

Alguém falou em comer? Peru é a casa de grandes cozinheiros e chefs mundiais e Lima é a meca da gastronomia sul americana.

Eu sou apaixonada pelos restaurantes de Lima num nível hard, ano passado eu tomei um avião de Santiago do Chile (onde eu moro) para passar uns dias na capital peruana, que eu já conhecia, só para me deliciar nos restaurantes da cidade. Foi uma semana de farra gastronômica inesquecível <3.

O ceviche é o prato-ícone do Peru e o carro-chefe de muitos restaurantes. O bairro de Miraflores tem várias cevicherias deliciosas e badaladas, uma pertinho um da outra. Lá estão o La Mar Cebichería (do chef Gastón Acúrio), o El Mercado (do menos conhecido internacionalmente porém igualmente talentoso chef Rafael Osterling – foi nesse restaurante que eu comi O MELHOR polvo da minha vida) e o Pescados Capitales. Dica: faça reserva ou então chegue antes do meio-dia, os lugares são sempre muito concorridos.

 La Mar Cebichería

8 – Tomar o melhor pisco sour da sua vida, no bar onde o coquetel foi criado

Um passeio imperdível na capital é tomar um – ou vários – desse drink que é a bebida nacional do Peru.

Foi no Hotel Maury, no centro de Lima, que eu tomei o pisco sour mais maravilhoso da minha vida. Inaugurado em 1821, o local reivindica o título de criador do coquetel. Verdade ou não, o bar serve uma excelente versão do drink e as pessoas vão para lá apenas para tomar pisco sour – você não vai ver nenhuma outra bebida em cima das mesas. A receita supostamente foi criada nos anos 50 por Eloy Cuadros – bartender do Maury por 59 anos – e leva pisco, limão, clara de ovo, xarope de açúcar e umas gotinhas de angostura.

Mas um pisco sour maravilhoso não é exclusividade do Hotel Maury, Lima tem outros lugares onde esse drink é preparado com maestria. Inclusive algumas dá para ir à pé de um bar ao outro e fazer uma deliciosa – e perigosa hahahah – rota dos pisco sour no centro de Lima. Aproveite para passear naquela região da Plaza Mayor e Plaza San Martin, que é bem movimentada de noite e os prédios históricos ficam lindos iluminados.

Comece a sua rota do pisco sour cheio de finesse no El Cordano, um bar e restaurante fundado em 1905 e localizado ao lado do Palacio del Gobierno. O lugar já recebeu políticos, intelectuais e todos os presidentes peruanos nos últimos 100 anos. Para não começar a noite de barriga vazia, peça uma butifarra, baguette recheada com jamón del país (um tipo de presunto) e salsa criolla (cebola, pimentas e suco de limão).

De lá vá no Hotel Maury, provar o delicioso e histórico drink por lá. Depois, com uma andadinha de seis quadras (é bom para se restabelecer) até a Plaza San Martin, se chega ao Gran Hotel Bolívar, chamado de “Catedral do Pisco” pelos limeños. Lá é servido um enorme pisco sour com cinco doses da bebida – quase o dobro do drink normal. O luxuoso prédio (declarado monumento nacional) é cheio de histórias – e porres – de gente famosa, como o cineasta Orson Welles e o escritor Ernest Hemingway.

Se você ainda tiver pique (eu joguei a toalha no terceiro bar), siga cem metros e você estará no El Queirolo, a última parada desse périplo etílico. Inicialmente uma loja do fabricante de pisco Queirolo, hoje é um bar que serve drinks deliciosos. Além do tradicional pisco sour, vale a pena provar o chilcano, à base de pisco e ginger ale ou a caipirolo, uma invenção da casa: é a nossa tradicional caipirinha mas feita com pisco no lugar da cachaça.

📚 Sobre a Autora 📚

Mila de Oliveira é jornalista, adora viajar devagar, escrever e morar em quantos países puder. Já passou pelo Brasil, Inglaterra, Espanha, atualmente mora no Chile mas já está arrumando as malas para o próximo destino. Acredita que viajar é uma atitude libertadora para as mulheres e por isso compartilha seus rolês como solo traveller no blog Saia Pelo Mundo e no Instagram @saiapelomundo.

 

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Sobre o Autor

Laura Carniel

I'm Laura, Brazilian, and I'm obsessed with dogs, films, sharing good stories with friends and discovering quirky places. Social Media & Content Executive and #HostelworldInsider at Hostelworld. 🌏 Favourite place on earth: London, UK. 🏠 Favourite hostel: Oki Doki Hostel - Warsaw, Poland. Follow my travel adventures and loads of dogs on Instagram @astaclivo 🐶✈️

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