Budapeste e suas 7 formas de viver o bom da vida

Budapeste e suas 7 formas de viver o bom da vida

Enquanto brasileiros, ao pensarmos em uma viagem para a Europa, listamos primeiramente destinos como Paris, Londres, Roma… São todos destinos incríveis, com certeza, mas que também apresentam preços nada amigáveis ao viajante brasileiro, ainda mais nas cotações atuais. Dessa forma, que tal abrir os olhos (e o coração) para destinos menos famosos, porém não menos satisfatórios? O Leste Europeu está cheio de opções que não vão te decepcionar – e Budapeste é uma delas.

Basílica de São Estêvão entre prédios 📷 @iamigerbase

Budapeste pode apaixonar brasileiros rapidinho, afinal, une o charme da Europa com preços baixos e muita, muita festa. De noite, ótimos bares e baladas com bebida barata. De dia, café da manhã delicioso, banhos termais e massagens. Adicione atrações impressionantes no meio tempo e ruas cheias de viajantes do mundo inteiro. Tudo isso faz da capital húngara um destino para visitar pelo menos uma vez na vida e uma cidade que faz jus a estar constantemente nas listas de melhores destinos na Europa.

Minha viagem

Desde que vi uma única foto do banho termal Gellér (comento mais abaixo), coloquei Budapeste no topo da minha lista de desejos. Tanta expectativa pode, muitas vezes, estragar uma viagem. Não foi o caso da capital húngara. Me apaixonei logo de cara e notei, ao longo de seis dias, que Budapeste é um destino ideal para quem ama “curtir a vida”. Tudo na cidade converge para uma viagem que une, sem muitas perdas, turismo tradicional a muita festa.

Mas, como em qualquer viagem, visitar Budapeste não deve ser só festa. Aprender sobre a história da cidade, além de enriquecedor, é importante e bastante simples. Os museus, monumentos e ruas estão cheios de informações esperando para serem descobertas. Então, mesmo antes de chegar lá, é interessante ter alguns dados gerais sobre a cidade e o país.

Budapeste e a Hungria

Budapeste possui quase 1,8 milhão de habitantes e foi fundada oficialmente em 17 de novembro de 1873 com a unificação das cidades Buda, Peste e Óbuda. O rio Danúbio (segundo maior rio da Europa), divide Budapeste em Buda, porção oeste, e Peste, porção leste. Você provavelmente vai cruzar entre as duas o tempo todo, sempre caminhando por pontes lindíssimas.

Algumas bandeiras húngaras estavam espalhadas pela cidade 📷 @iamigerbase

A Hungria possui quase 9,8 milhões de habitantes, sendo Budapeste a capital e cidade mais populosa. A Hungria não usa o euro, e sim o forint, sendo a conversão 1 EUR = 324.279 HUF = 4.50 BRL (cotação de 4/10/2018). Nada fácil fazer essa conta né? Minha dica é baixar um aplicativo de conversão que não precise de internet, eu não vivo sem.

O país foi parte da União Soviética até 1989, fato fácil de ser notado em diversos monumentos e construções de estilo comunista espalhados por Budapeste. Antes da dominação soviética, o país sofreu com o fascismo e a época é lembrada em locais como o memorial aos judeus e a Casa do Terror – ambos comentados mais abaixo. Atualmente o país apresenta bons índices sociais e tem no turismo uma grande fonte de renda.

Quanto tempo em Budapeste?

Por não ser uma cidade muito grande e contar com um ótimo serviço de transporte público, é fácil e rápido circular entre as atrações (facilitando a vida de quem ficou até às 11h na cama e ainda quer visitar atrações). Assim, com três dias inteiros na cidade é possível ter uma boa noção do turismo por ali, sendo menos que isso um pouco corrido caso você queira também curtir a vida noturna da cidade.

A Praça dos Heróis, um dos principais cartões postais da cidade 📷 @iamigerbase

A partir de quatro dias inteiros a viagem fica mais relaxada e, mais dias do que isso, talvez um pouco entediante – a não ser que, assim como eu, você também considere turismo um dia de caminhada, muita comida e um banco de praça lendo um livro.

7 formas de viver o bom da vida

1 – Vida noturna

Em Budapeste, não importa se é domingo, terça ou sexta-feira, sempre tem uma noitada te esperando. E noitada mesmo. Se em muitos lugares da Europa a festa acaba cedo e deixa os brasileiros querendo mais, a capital húngara oferece baladas que fecham as portas só pelas 6 da manhã.

A noite começa cedo e, muitas vezes, no próprio hostel (veja o item 7!). Depois do esquenta no hostel, é hora de escolher um bar, ou até dois, já que muitos são próximos e não cobram entrada. Além de ótimos bares “comuns”, Budapeste é famosa por seus ruin bars, algo como “bares em ruínas”. Esses bares ficam localizados no District VII, o bairro judeu de Budapeste, que, depois da Segunda Guerra e com a deportação de mais de 10 mil judeus que ali moravam, ficou parcialmente abandonado. Décadas depois, no início dos anos 2000, surge o primeiro bar nessas ruínas, o Szimpla.

Szimpla Bar, o mais antigo e famoso ruin bar de Budapeste 📷 @iamigerbase

Muitos outros bares nesse estilo surgiram depois, transformando a vida noturna de Budapeste e ajudando a trazer fama internacional para o turismo na capital húngara. Admito que tenho uma grande paixão por visitar ruínas, então me senti realizada nesses bares, mas, mesmo para quem não tem uma quedinha pela decadência aparente os bares são impressionantes. Sem ter que pagar entrada na maioria deles, é como entrar em pequenos marcos históricos decorados, iluminados e cheios de gente se divertindo.

Doboz, outro ruin bar com decoração descolada 📷 @iamigerbase

Depois do esquenta e dos bares, chegou a hora de escolher uma balada. A mais famosa é o combo: Instant + Fogas, duas casas noturnas que foram unidas para criar um lugar gigantesco cheio de salas com DJs diferentes (ficando bem fácil se perder do seu grupo, então fique atento!). Ali a festa vai até tarde e tem tantas pistas que é impossível não encontrar uma que lhe agrade.

Quer dançar em outro local inusitado? Que tal um barco? As festas nos barcos são comuns em Budapeste e, pode parecer um pouco “pega turista”, mas, afirmo: se joga que vale a pena! Por 9.000 forint (cerca de 30 euros), você vê a beleza do rio Danúbio à noite com direito a muita música, turistas do mundo inteiro e open bar de cerveja, vinho, espumante, vodka com energético… Você vai passar pelas belas pontes Széchenyi Lánchíd e Szabadság, apreciar o Parlamento iluminado de pertinho e ter uma bela vista do Castelo de Budapeste.

O Parlamento iluminado à noite, visto a partir da festa no barco 📷 @iamigerbase

Preciso admitir que cheguei a me emocionar ao passar pelo Parlamento iluminado. Foi um daqueles momentos muito especiais em que você precisa se lembrar que é verdade tudo o que está vivendo. Não é o bastante para você e quer uma festa ainda mais diferente? Que tal festear em um dos banhos termais da cidade? No Széchenyi é possível! Quase todos os sábados o banho termal organiza uma mega festa nas suas dependências – mais informações aqui. No entanto, o valor de 50 euros, sem consumação, me afastou dessa experiência – mas quem vai diz ser bem divertido.

Budapeste também é palco de um dos maiores festivais de música da Europa, talvez do mundo. Todo ano, quase sempre em agosto, o Sziget Festival traz centenas de milhares de turistas para a capital húngara e toma conta da ilha Óbudai-szige, no rio Danúbio. Desde sua criação em 1993, o festival não parou de crescer, tendo mais de 560 mil pessoas participado da edição de 2018, que durou sete dias e contou com nomes como Arctic Monkeys, Kendrick Lamar, Lana Del Rey e Milky Chance. É o ápice anual de festa em uma cidade sempre festiva e o programa perfeito para quem ama festivais de música.

2 – Preços baixos

O Leste Europeu, como um todo, apresenta preços mais baratos que o Oeste Europeu, e Budapeste não é exceção. Da acomodação à comida e à bebida, das atrações ao transporte, os preços são bastante amigáveis ao mochileiro. Um hostel em Budapeste, por exemplo, pode sair a partir dos 6 euros, ou seja, mais ou menos 26 reais para dormir em uma cama de dormitório de um hostel bem avaliado (preço e cotação de outubro 2018). Bem diferente dos preços das cidades mais disputadas da Europa ein?!

Para ir e vir do aeroporto, apenas 900 forint (menos de 3 euros) por um ônibus com ar-condicionado e que sai das principais estações do centro da cidade. A maioria dos hostels em Budapeste vai estar a uma distância caminhável do ônibus que faz o link com o aeroporto – e esse sempre é o sonho de todo mochileiro né, ir e vir do aeroporto sem gastar uma fortuna.

Todo o tipo de comida pode ser encontrado por preços justos pela cidade 📷 @iamigerbase

500 forint (1.50 euros) é um preço comum na cidade: a maioria dos chopes grandes (um pint de draf beer) custa 500 Ft, assim como uma fatia de pizza na deliciosa cadeia PizzaMe. As atrações são gratuitas ou baratas e é possível fazer muitas delas totalmente a pé, basta se preparar para algumas subidas um pouco cansativas. O que acaba saindo mais caro são os banhos termais (em torno dos 5.600 Ft – 5.900 Ft / 17,53 Eu – 18,14 Eu) e comidas mais chiques – porém preços ainda bem baratos se comparados ao Oeste Europeu.

3 – Café da manhã

Toda noitada regada a preços baixos pesa na manhã seguinte, não é?! Que tal então começar o dia (talvez a tarde, sejamos honestos) com um café da manhã delicioso e bem servido? Várias cafeterias da cidade têm um esquema de all day breakfast (café da manhã o dia todo), exatamente para pegar esse pessoal que deseja uma boa panqueca às 14h. Perto dos hostels existem vários estabelecimentos do estilo, repletos de delícias doces e salgadas e um café bem forte para acordar.

Da esq para a dir, no sentido horário: Cirkusz, Blue Bird e padaria tradicional na avenida Károly krt 📷 @iamigerbase

Já que sabem que seu público são turistas de ressaca, esses cafés apresentam preços um pouco mais acima do restante da cidade. No entanto, já que se economiza em muitas outras coisas, investir em um café da manhã reforçado e delicioso não pesa tanto no orçamento. Quem prefere economizar pode procurar por padarias mais tradicionais, como a do canto inferior direito na foto. 268 forint (0.82 euro) por uma “bruschetta” dessas tá valendo ein!

4 – Banhos termais

Esse talvez seja o maior diferencial de Budapeste, o tipo de característica que você dificilmente encontra em outros lugares. Os banhos termais (ou em inglês public baths, thermal baths…) são estabelecimentos com piscinas de águas termais quentes, mornas ou frias, piscinas com hidromassagem, saunas, massagens… Verdadeiros spas, mas com preços bem mais democráticos do que a maioria dos spas pelo mundo.

Um dos mais tradicionais, o Széchenyi Thermal Baths, abriu suas portas em 1913 📷 @iamigerbase

Sem optar por adicionais (como massagens e tratamentos de pele), o Széchenyi custa 5.700 Ft (17,53 euros) em dias de semana e 5.900 (18,14 euros) em finais de semana e feriados. Já o Gellért é mais barato, custando 5.600 Ft (17,22 euros) em dias de semana e 5.800 (17,84 euros) em finais de semana e feriados. É possível comprar tíquetes online no site oficial de spas em Budapeste, assim como conferir os diversos outros banhos termais da cidade – menos turísticos e menos disputados.

Já o Gellért Thermal Baths foi construído entre 1912 e 1918 e faz parte de um hotel  📷 @iamigerbase

Fora os banhos termais também existem centenas de locais de massagem, com preços bem mais em conta do que no Oeste Europeu, espalhados por Budapest. É realmente uma cidade para fazer muita festa e depois relaxar nesses pequenos paraísos na terra (sim, bem brega, mas visita e vê se essa descrição não é bem verdadeira…).

5 – História viva e atrações impressionantes

Aqui talvez “o bom da vida” seja um pouco estranho, mas, se pararmos para pensar, ainda se aplica. Como comentado no início do texto, Budapeste não tem uma história nada pacífica, então aprender sobre o passado é assegurar um bom futuro, sem cometer os mesmos erros. E Budapeste faz isso muito bem.

Memorial construído no local onde milhares de judeus foram executados  📷 @iamigerbase

Muitos monumentos pelo mundo lembram o terror que foram os anos do Holocausto. Já conheci alguns deles, mas poucos me tocaram tanto como o da foto acima. A escultura Sapatos na margem do Danúbio (Shoes on the Danube Bank) é uma homenagem aos judeus mortos em Budapeste durante a Segunda Guerra Mundial. As esculturas de bronze simbolizam os sapatos que eles ali deixavam antes de serem fuzilados. A localização foi escolhida para que os corpos caíssem no rio e assim fossem levados. Acredita-se que 20.ooo judeus foram mortos em Budapeste entre 1944 e 1945, vítimas do partido fascita local, chamado Partido da Cruz Flechada (Nyilaskeresztes Párt em húngaro). Uma placa de metal no local explica o significado da obra e flores e ornamentos adicionados por moradores fazem do local ainda mais tocante.

Da esq para a dir, no sentido horário: Bastião dos Pescadores, Citadella e Casa do Terror  📷 @iamigerbase

Budapeste possui atrações bem diferenciadas entre si, ficando difícil escolher se o tempo é curto. Três delas acredito serem indispensáveis em uma visita a cidade: o Bastião dos Pescadores (Fisherman’s Bastion), a Citadella e o museu Casa do Terror (House of Terror).

O Bastião dos Pescadores, localizado no topo da colina que também abriga do Castelo de Budapeste, é uma construção em estilo neo-gótico com sete pontas e vários arcos que enquadram diferentes partes de Budapeste. O local também abriga a Igreja de Matthias, que tem o seu telhado super colorido e detalhado – um estilo que nunca tinha visto em uma igreja antes. É possível chegar no Bastião dos Pescadores a pé ou de ônibus e a região no entorno é uma graça, cheia de casinhas coloridas e cafeterias.

Outra atração imperdível é subir a Citadella, uma colina que apresenta, em seu topo, uma estátua em comemoração à Revolução Húngara de 1848, levante que acabou levando à independência do país diante do então dominante Império Austríaco. No entanto, não é a estátua que impressiona, e sim a vista que se tem de Budapeste durante a subida e a partir do topo. É possível enxergar a beleza da Ponte Szabadság (feita em metal verde e ornamentada com falcões e postes de luz), sentar em bancos perfeitamente posicionados e apontar para os principais cartões postais da cidade. Se estiver visitando Budapeste no verão, como foi o meu caso, leve bastante água para a sua caminhada morro acima, visto que o calor ali é para chegar no topo ofegante e suadinho.

A mais importante de ser visitada, porém, talvez seja Casa do Terror (House of Terror), uma antiga prisão transformada em museu. Ali você poderá conhecer a história de como a prisão foi utilizada, primeiro pelo regime fascista e depois pelo soviético, para aprisionar e torturar milhares de húngaros. Não é permitido tirar fotos dentro do museu (o que acredito ser importante, visto que, durante a minha visita, as pessoas pareciam bem mais atentas e interessadas do que em museus onde é possível utilizar o celular para tirar fotos ou dar aquela conferida no Insta), é possível alugar um áudio-guia e cada sala possui panfletos com explicações sobre a sala e que parte histórica ela representa. É uma visita pesada, com certeza, porém completamente essencial ao visitar a capital húngara – e também um grande exemplo de empenho para manter a história viva para as novas gerações, algo que o Brasil ainda precisa muito aprender.

Detalhes da porção oeste do Parlamento de Budapeste 📷 @iamigerbase

Por último, a mais famosa atração: o Parlamento de Budapeste. Essa construção imponente é o principal cartão postal de Budapeste e você vai avistá-lo de diversos locais da cidade – eu inclusive consegui encontrar o parlamento a partir do avião! Caminhar por seu entorno é se maravilhar com a quantidade de detalhes nas janelas e arcos, é admirar as diversas estátuas de diferentes tamanhos e é também tentar entender a complexidade de uma construção onde é difícil definir uma “frente” ou um padrão.

Infelizmente acabei não fazendo o tour pelo interior do parlamento, pois a fila não estava muito convidativa e já havia caminhado por horas a fio. Dizem, porém, que a visita vale a pena mesmo com o possível tempo de espera e o valor um pouco salgado (2400 forint / 7,39 euros para possuidores de passaporte europeu e 6000 forint / 18,46 euros para não europeus) visto que os diversos pomposos salões são como o exterior do prédio: cheios de magníficos e bem orquestrados detalhes.

Outras atrações interessantes em Budapeste: a Basílica de São Estêvão (primeira foto do artigo), o Castelo de Buda (que, infelizmente, não consegui apreciar de perto, pois era preciso pagar para uma feira medieval que estava acontecendo ali… um programa que não é bem a minha praia), a Praça da Liberdade (relaxante praça, boa para ler um livro), o Museu Nacional da Húngria e a Biblioteca Ervin Szabó (belíssima biblioteca que ainda estou me martirizando por não ter conseguido conhecer).

6 – Turismo sem estresse

Viajar pode ser maravilhoso, mas sabemos que também pode ser puro estresse. Dessa forma, visitar cidades bem preparadas para o turismo pode facilitar bastante a vida de quem procura apenas relaxar da correria do dia a dia por alguns dias – como era o meu caso. Me surpreendi com uma cidade muito bem organizada e cheia de facilidades mesmo para quem não fala uma palavra em húngaro. Um grande exemplo da simplicidade de viajar por Buda: o ir e voltar do aeroporto, uma das maiores (e mais caras!) dores de cabeça do mochileiro, é bastante fácil e barato (ver item 2).

Vista a partir da Citadella 📷 @iamigerbase

Para circular por Budapeste precisa-se de bem pouco: suas pernas. A maioria das atrações estão a distâncias caminháveis dos hostels e, tendo em mente que caminhar 30min e se impressionar a cada esquina faz parte de turistas, você pode acabar não gastando um centavo com transporte na cidade.

Se quiser, porém, descansar um pouco as pernas, é possível escolher entre metrô, bondes, ônibus, barcos, metrô de superfície e até um híbrido entre ônibus e bonde que eu nunca tinha visto antes. As estações e ruas quase sempre possuem placas em inglês e as máquinas para comprar os tíquetes  – que são unificados para a maioria dessa abundância de meios de transporte – são fáceis de usar e aceitam cartão ou dinheiro.

Alguns dos diversos e coloridos transportes públicos de Budapeste  📷 @iamigerbase

Outra facilidade que você irá encontrar ao turistar por Budapeste são os sites oficiais. Pode parecer bobagem, porém, para alguns destinos do mundo, não é nada fácil ou rápido encontrar preços e horários oficiais antes de sair para uma aventura. As principais atrações de Buda possuem sites oficiais simples de entender e com traduções para o inglês, então linkei os principais ao longo do texto.

Também não é difícil encontrar mercadinhos, farmácias, lojas e restaurantes pela cidade. Nesses estabelecimentos, os funcionários normalmente falam o básico de inglês, não ficando difícil se comunicar.

7 – Vida de hostel efervescente

É simplesmente IMPOSSÍVEL se entediar em um hostel em Budapeste. Eu tive o prazer de me hospedar no Hostel One Budapeste e, mesmo já tendo ficado em uma enormidade de hostels nesta vida, poucas vezes vi uma vibe tão incrível quanto a desse hostel. A começar por uma escolha muito inteligente dos criadores do hostel: ao invés de um café da manhã incluso na diária, o hostel oferta um jantar familiar (family dinner) todas as noites. A ideia por trás disso? Em uma cidade de festa como Budapeste, os horários de café da manhã dos hóspedes mudam tanto que fica impossível juntar o pessoal. Com um jantar diário às 20h, todos se vêm, se conhecem, conversam e já engatam drinking games, pub crawl e balada.

Jantar familiar e quadro com as atividades do dia  📷 @iamigerbase

O Hostel One também organiza passeios durante o dia, então não há mesmo desculpa para você não fazer amigos. Os drinking games do hostel também são um ótimo momento para fazer amizades, seja rindo dos desafios ou se compadecendo de alguém que acabe tendo que fazer um shoey (beber sua bebida usando o sapato como copo… sim, nojento demais e, pelo o que entendi, uma invenção da qual os australianos muito se orgulham). As dependências do hostel são simples, mas limpas e funcionais, bem no estilo mochileiro. Já a sala comunitária é perfeita para curar a ressaca assistindo à filmes como Shrek e comentando com os outros viajantes sobre as possíveis loucuras da noite anterior.

A verdade é que ficar no Hostel One, e em muitos outros hostels divertidos em Budapeste, é uma aventura por si só, experienciando o que significa um party hostel em seu mais legal e divertido estilo. Assim, a vida de hostel efervescente é o sétimo e último jeito de viver o bom da vida em Budapeste, uma cidade surpreendente, divertida e que tem muito a ensinar.

 

📚 Sobre a autora 📚

Iami é uma jornalista brasileira morando em Londres e cansada de ouvir “You don’t look Brazilian”. Ama provar comida de rua, ler na praia e assistir a “Largados e Pelados”. Gostaria de poder morar em Florianópolis, Hanói e Paris ao mesmo tempo.

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Sobre o Autor

Iami Gerbase (Hostelworld)

Hi! My (weird) name is Iami and I'm a Brazilian journalist tired of hearing "You don't look Brazilian". I love to taste street food, read at the beach and watch Naked and Afraid. 🌏 Favourite place on earth: Praia de Palmas, SC, Brazil. 🏠 Favourite hostel: Bananas Bungalows, Krabi, Thailand. You can follow my travels on Instagram: @iamigerbase.

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